Queijos ganham selo de qualidade


Agronegócio

Queijos ganham selo de qualidade

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Embrapa Agroindústria Tropical agrega avanços sanitários e tecnológicos aos produtos.

Orçado em R$ 500 mil, o projeto de desenvolvimento de tecnologia para agregação de valor e preservação de identidade de queijos regionais do Nordeste depende apenas da assinatura do convênio da Embrapa Agroindústria Tropical, baseada em Fortaleza, com seus parceiros --Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial, Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade de Campinas (Unicamp-SP), Embrapa Gado de Leite, de Juiz de Fora (MG), e Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte.

Mesmo assim, a coordenadora do projeto, Renata Tieko Nassu, demonstra otimismo. ´Pretendemos começar o trabalho de campo no segundo semestre deste ano´, afirma. Até lá, a coordenadora espera receber a primeira parcela dos recursos, que envolve R$ 374 mil financiados pelo Projeto de Apoio ao Desenvolvimento de Tecnologias Agropecuárias para o Brasil (Prodetab). ´Dentro dos próximos dias vamos iniciar o planejamento´, diz Renata, que atua na unidade de Fortaleza da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A proposta envolve subsídio de informações a pequenos e médios produtores, permitindo a criação de um certificado de origem, especialmente para o queijo de coalho e o queijo de manteiga produzidos no Ceará e Rio Grande do Norte. No estado vizinho, a Cooperativa de Energia e Desenvolvimento Rural do Seridó (Cersel), por exemplo, planeja dobrar sua produção mensal de 25 toneladas de queijo. Para tanto, investiu R$ 300 mil em cinco novos sabores de queijo coalho-- defumado, orégano, alho, azeitona e carne seca, com foco de negócios voltado para o consumidor e São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Parceira da Embrapa Agroindústria Tropical no projeto, a Cersel tem 4,8 mil associados e gera cerca de 23 mil empregos.

Renata Nassu observa que a agroindústria do queijo, importante para a economia da Região, deve incorporar avanços sanitários e tecnológicos, sem se descaracterizar, pois funciona como elemento de identidade cultural do povo nordestino. ´O estímulo ao pequeno produtor na defesa da tradição e identidade deverá vir acompanhado da capacitação´, assinala.

A investida prevê a modernização dos processos de produção, aliada a identificação da viabilidade econômica e comercial, sinalizadores dos investimentos necessários. A idéia é determinar o mercado potencial no Brasil para queijos artesanais com selo de certificação de origem, a exemplo do que já ocorre em diversos países da Europa como França, Espanha e Portugal, segundo a pesquisadora e coordenadora do programa.


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