Queimadas/MT: Proibidas só no papel

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Queimadas/MT: Proibidas só no papel

Balanço a menos de uma semana para o término do período proibitivo de queimadas em MT mostra que o fogo não parou
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A menos de uma semana para o término do período proibitivo de queimadas em Mato Grosso – dia 04 de outubro – o Estado ainda continua sendo campeão de queimadas.

Levantamento divulgado pelo Batalhão de Emergências Ambientais (BEA) aponta que no Estado de Mato Grosso houve aumento de aproximadamente 11,92% dos focos de calor entre os anos de 2015 e 2016, para o período de 1° de janeiro a 26 de setembro.

Por outro lado, na Amazônia Legal e o Brasil houve um decréscimo de aproximadamente 7,19% e 5,90%, respectivamente.

No ano de 2015 em Mato Grosso foram 22.269 focos de calor, já em 2016 os números alcançam 24.924. Nos Estados da Amazônia Legal no ano passado eram 91.962 focos de calor e neste ano são 85.354. No Brasil os focos de calor no ano passado chegaram neste período a 133.566 e neste ano a 125.679.

Em relação à média dos últimos 10 anos no mesmo período, verificou-se um aumento de aproximadamente 16,69% a nível estadual (média de 21.358 focos), aumento de 17,78% na região da Amazônia Legal (média de 72.470 focos) e 13,73% a nível federal (média de 110.507).

Já em relação ao período proibitivo de queimadas, o Estado também se destaca também pelo aumento. Neste ano, o período iniciou-se no dia 15 de julho de 2016 e já se observa um aumento do número de focos de calor em 2,73% no estado de Mato Grosso, decréscimo de 19,03% para os estados da Amazônia Legal e 16,95% para o Brasil.

Mato Grosso neste período proibitivo de queimadas registrou 17.059 focos de calor, em 2015 os focos chegaram a 16.605. Já nos Estados da Amazônia Legal foram 78.538 focos de calor em 2015 e 63.595 neste ano. No Brasil os focos em 2015 foram 111.135 durante o período proibitivo e 92.301 neste ano.

Dos Estados da Amazônia Legal, em números absolutos o Estado também é o campeão de focos de calor, tendo praticamente o dobro de focos do Estado do Pará que fica com o segundo lugar. Mato Grosso registrou de 1° de janeiro a 26 de setembro 24.924 focos de calor, Pará 12.575 e Tocantins 11.859.

Porém, quando se verifica a taxa de focos de calor por unidade de área (km²), Mato Grosso passa a ocupar a 4ª colocação (27,5953 focos de calor por quilômetros quadrados), sendo os primeiros colocados os estados de Tocantins (42,7012), Rondônia (38,0922)e Acre (37,4656)respectivamente.

O Batalhão de Emergências Ambientais – BEA, já atendeu 515 ocorrências, sendo que do total de 999, 484 não foram atendidas. Vale ressaltar que não foram contabilizadas as ocorrências das outras unidades operacionais. Já foram gastos mais de R$ 1,6 milhão para custeio em relação os incêndios.

Neste ano 64% dos focos de calor registrados até o dia 26 de setembro encontram-se fora de unidades de conservação, terras indígenas, projetos de assentamento e região metropolitana, sendo provenientes de propriedades privadas e outras propriedades. O restante é distribuído em projetos de assentamento (8,06%), terras indígenas (21,70%), unidades de conservações federais e estaduais, (2,59%) e (2,12%) respectivamente, e região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá (1,52%). Foram 15.951 focos em propriedades privadas, 5.409 em terras indígenas, 2.010 em assentamentos, 646 em unidade de conservação federal e 529 em unidades estaduais.

Das cidades com mais focos de calor aparecem Colniza com 1.876, Gaúcha do Norte 1.230, São Félix do Araguaia 867, Nova Nazaré 664 e Ribeirão Cascalheira 641.

Utilizar fogo para limpeza e manejo nas áreas rurais é crime passível de seis meses a quatro anos de prisão, com autuações que podem variar entre R$ 1 mil (pastagem e agricultura) e R$ 75 mil por hectare (em área de preservação permanente – APP). Além de denunciar queimadas rurais pelo 0800-647-7363, a população também pode registrar as ocorrências no Corpo de Bombeiros. Nas áreas urbanas, o uso do fogo para limpeza do quintal é crime o ano inteiro, conforme a legislação de cada município. As denúncias devem ser feitas no 193, do Corpo de Bombeiros, ou nas secretarias municipais de meio ambiente.

Levantamento - Dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que no primeiro semestre deste ano, o número de focos de incêndios florestais subiu 40% em relação ao mesmo período do ano passado. Até 21 de setembro, foram identificados 120.896 focos. O período proibitivo para queimadas começou no dia 15 julho e foi prorrogado no Estado até 04 de outubro devido às condições climáticas.

Queimadas - Um incêndio está destruindo o parque estadual da Serra Azul, em Barra do Garças. O fogo começou no dia 28 de setembro e se alastrou em áreas de difícil acesso. Há possibilidade que o incêndio seja criminoso. Outro incêndio de grandes proporções e já controlado ocorreu no Parque Indígena do Xingu. O fogo destruiu 310 mil hectares, cerca de 15% do parque.


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