Agronegócio

Raça Angus eleva em 15,5% abate de carne certificada

O Programa Carne Angus Certificada fechou 2006 com certificação de 92,79 mil animais
Por: -Redação
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O Programa Carne Angus Certificada, da Associação Brasileira de Angus (ABA), fechou 2006 com certificação de 92,79 mil animais – acréscimo de 15,5% sobre os 80,3 mil exemplares certificados nos 12 meses do período anterior. A categoria Angus Premium, isto é, animais jovens e bem terminados (até quatro dentes), foi um dos destaques da temporada com incremento de 45,5%. Na avaliação do coordenador do Programa, Fernando Velloso, esse item aponta para a mudança de paradigma na formação dos rebanhos gaúchos.

“O produtor está se ajustando ao que o mercado pede, produzindo novilhos precoces, e com isso vem qualificando seu plantel e aumentando sua rentabilidade”, reiterou. Conforme o diretor do Programa Carne Angus Certificada no exercício de 2006, Joaquim Francisco Bordagorry de Assumpção Mello, a qualidade da carne traduz a expansão da raça e, conseqüentemente, do Programa. “O Programa Carne Angus é a razão de ser do criador. Quem produz carne Angus produz aquilo que o consumidor quer: Carne macia e saborosa e isso contagia o pecuarista que venderá de forma diferenciada e leva quem não está na raça a fazer essa migração”.

Embora a expectativa para 2006 fosse ultrapassar a marca de 100 mil animais Angus certificados, o desfecho é considerado muito importante, especialmente, ao se observar os embarques de animais vivos ao Oriente Médio, ou mesmo a outros estados do país, que priorizaram animais Angus num volume bastante expressivo. Velloso ainda justificou a relevância do incremento do número de abates certificados ao mostrar que, em 2006, houve redução do total de bovinos no Rio Grande do Sul devido, entre outros, a fatores climáticos.

Atualmente, 260 produtores participam do Programa Carne Angus Certificada que conta com bonificações diferenciadas pagas pelo Frigorífico Mercosul. Somando os benefícios, o pecuarista inscrito pode obter rendimentos diferenciados de até 11%, conforme o mês do abate, em relação a animais não Angus e não rastreados. As informações são da assessoria de imprensa da ABA.

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