Rastreabilidade com radiofrequência aguarda aprovação do Mapa
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Agronegócio

Rastreabilidade com radiofrequência aguarda aprovação do Mapa

Tecnologia permite o uso de uma espécie de etiqueta eletrônica inteligente
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As cadeias produtivas de aves e suínos de Santa Catarina – situadas entre as mais modernas do planeta – adotarão a partir deste ano a tecnologia RFID baseada no uso da radiofreqüência para aperfeiçoar o sistema de rastreabilidade. Essa tecnologia permite o uso de uma espécie de etiqueta eletrônica inteligente. A medida que a vida do animal avança, registram-se nessa etiqueta os principais fatos relevantes sob aspectos de nutrição, saúde, localização etc. Além disso, após o processamento, é possível manter este histórico junto ao produto, incluindo as validações oficiais e respectivas certificações.

O presidente do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados de Santa Catarina (SINDICARNE), Clever Pirola Ávila, explica que a implantação do sistema de rastreabilidade em RFID aguarda homologação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Será implantada neste ano, cobrindo toda a operação das agroindústrias aos portos. No futuro contemplará a rastreabilidade no campo e dentro das plantas industriais.

Ávila realça que essa tecnologia está disponível em escala mundial e já é aplicada em várias áreas da atividade humana e empresarial.

O emprego desses recursos no aperfeiçoamento da rastreabilidade avícola resulta de parceria entre a FAPESC, ICASA, SINDICARNE e ACAV, envolvendo outras instituições da sociedade Catarinense, órgãos oficiais da Secretaria da Agricultura, CIDASC, incluindo o VIGIAGRO e SIPOA/SIF do Ministério da Agricultura, empresas privadas de tecnologia e centros de pesquisa e Universidade de São Paulo (USP).

O projeto tem a coordenação da FAPESC e apoio intenso do SINDICARNE e da ACAV, com a participação das agroindústrias. Na fase inicial houve um piloto, o qual sequencialmente será aplicado para todos os interessados da cadeia produtiva.

O presidente esclarece que não haverá mudança na metodologia adotada, mas um aperfeiçoamento tecnológico da rastreabilidade trazendo inovação, processos on-line, mais segurança e confiabilidade ao sistema.

O investimento total das empresas no processo não foi revelado, pois, como se trata de uma parceria com o Governo do Estado, FAPESC e agroindústrias catarinenses, os recursos serão alocados gradualmente, fase a fase.

“Esse é mais um investimento na vanguarda da cadeia produtiva de proteína animal catarinense e certamente nossos clientes internos e externos reconhecerão nossa evolução e continuarão a nos dar a preferência de aquisição nesta jornada de várias décadas”, concluiu o presidente do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados de Santa Catarina (SINDICARNE).

SISTEMA

A rastreabilidade permite capturar, armazenar e relacionar desde o provedor de insumos e matérias-primas, produtores, até as unidades industriais, a logística e o transporte, as unidades de venda e os consumidores. Um fluxo com registro, identificação e transmissão de informações permite conhecer a procedência, o produto e sua localização. Trata-se de um monitoramento seguro e completo com registro dos estabelecimentos, das movimentações e das operações, obedecendo normas internacionais.

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