Reavaliação de neonicotinóides pode ser concluída este ano
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ABELHAS

Reavaliação de neonicotinóides pode ser concluída este ano

Na Europa o maior problema relacionado com a apicultura é o desaparecimento das abelhas, enquanto no Brasil o que se detecta é a mortandade dos insetos
Por: -Leonardo Gottems

A avaliação dos neonicotinóides clotianidina, imidaloprid e tiametoxam pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) deve ser concluída ainda esse ano. De acordo com a liderança do programa Colméia Viva, do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), Paula Arigoni, a reavaliação está acontecendo para descobrir a real causa da morte das abelhas. 

“Na Europa eles passaram por uma restrição e aqui no Brasil os três neonicotinoides estão em reavaliação, alguns para concluir ainda esse ano. São produtos de bastante importância no setor de defensivos agrícolas e estão passando por essa reavaliação ambiental agora, pelo IBAMA”, comenta. 

A especialista salienta ainda que o Instituto possui as técnicas mais modernas de reavaliação do País, já que, para ela, a agricultura brasileira não pode ser comparada com a europeia e sim com a australiana ou norte-americana. Segundo Paula, na Europa o maior problema relacionado com a apicultura é o desaparecimento das abelhas, enquanto no Brasil o que se detecta é a mortandade dos insetos. 

“Existe uma confusão, em 2012 quando os produtos entraram em reavaliação era por conta dessa motivação da Síndrome do Desaparecimento das Abelhas (CCD) e aqui no Brasil o que a gente verificou e coordena o nosso trabalho para olhar é a questão da mortalidade de abelhas”, fala. 

Para a especialista, existe uma diferença notável entre as duas questões. “No CCD existe uma situação clara de abandono, uma colmeia suja e desorganizada. E aí por outro lado, o que a gente verifica aqui no Brasil é a mortalidade de abelhas e se os defensivos, usados de maneira incorreta, estão causando essa mortalidade a gente quer fazer parte dessa discussão e olhar como esses produtos podem ser usados de forma segura”, conclui. 


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