Rebanho de SC recebe identificação
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Agronegócio

Rebanho de SC recebe identificação

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Cento e noventa mil animais da Amrec e Amesc receberam os brincos de identificação até terça-feira, último dia do Projeto de Identificação de Bovinos e Bubalinos (PIBB) em Santa Catarina. O número de animais brincados corresponde ao total de bovinos estimados pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) nas duas microrregiões do Sul catarinense, e que aumentou 30% em aproximadamente três anos. Em todo o Estado, a Cidasc implantou os brincos em 98% do rebanho, o que correspondeu a 4,1 milhões de animais.

Informações sobre a procedência

O PIBB começou como um piloto em abril, quando alguns municípios foram escolhidos para terem os animais brincados. A partir de 19 de maio, o projeto começou a atuar em todo o Estado. Segundo Jarbas Ferreira de Oliveira, veterinário da Cidasc e coordenador do PIBB - que a partir de ontem deu lugar ao Programa de Rastreabilidade de Bovinos e Bubalinos -, a ação é inédita na América Latina e, além de garantir um melhor controle do rebanho catarinense e da elaboração de um histórico de cada animal, fará com que Santa Catarina cumpra a exigência da União Européia para a compra do produto.

O brinco colocado na orelha do animal possui uma seqüência de números relacionada à procedência dele. Os três primeiros referem-se ao país, os dois números seguintes ao estado e o restante ao município e propriedade de origem do bovino ou bubalino. "O objetivo é identificar a origem dos focos de doenças e certificar a origem dos animais", afirma Wilmar Warmling, gerente regional da Cidasc. Os pecuaristas que ainda não tiveram todo o rebanho identificado terão até o dia 1º de novembro para terem o serviço gratuito. A partir dessa data, os proprietários terão que pagar um valor pelo brinco, decidido através de licitação. A previsão é que custe cerca de R$ 1.

Segundo Oliveira, as propriedades rurais passarão por auditorias feitas por técnicos da Cidasc, e caso sejam encontrados animais não identificados, o pecuarista receberá uma notificação, e terá de três a cinco dias para colocar o brinco. Se o prazo de regularização expirar, e o proprietário do animal não tomar as devidas providências, o caso será encaminhado ao Ministério Público. O Programa de Rastreabilidade proíbe a circulação de animais sem identificação, e se algum bovino ou bubalino for pego sem o brinco, será sumariamente sacrificado, segundo o gerente regional da Cidasc.


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