Recuperação da suinocultura no RS fica para 2013
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Agronegócio

Recuperação da suinocultura no RS fica para 2013

Custo de produção continua bem abaixo do valor de mercado
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Custo de produção continua bem abaixo do valor de mercado que o produtor recebe na venda dos animais
 
Os próximos 90 dias serão fundamentais para os produtores de suínos no Estado. Mesmo havendo sinais de recuperação no mercado interno e externo, os suinocultores estão apreensivos, pois podem encerrar mais um período trabalhando com perdas financeiras. O alerta é do presidente da Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul, Luiz Folador. “A esperança existe, mas os indicativos são de que dificilmente fecharemos o ano com dinheiro em caixa. Tudo aponta para encerrarmos os 12 meses de 2012 dentro do vermelho”, completa Folador.

Para o presidente, o otimismo voltado aos bons negócios, com retomada dos índices de vendas aquecidas, está ficando para 2013. “Com o custo de produção mantido bem acima do valor que os produtores recebem, na hora de vender os animais, a recuperação econômica da atividade, mais uma vez, tem que ser adiada. Tudo deverá ficar mesmo para 2013”, completou Folador.

De acordo com o dirigente, hoje, para produzir um quilo de suíno o produtor tem que investir R$ 3,00, mas na hora de vender recebe algo que gira em R$ 2,60 pelo mesmo peso. Salienta que a diferença acaba tendo que ser absorvida pelo trabalhador que está na ponta da cadeia produtiva dos suínos. O presidente lembra que as diferenças, entre o gasto e o recebimento, acabam sendo ainda maiores se for analisada a mão-de-obra do pequeno produtor de suínos. “Ele não tem salário e o custo de produção é maior do que a comercialização”, explica.
Folador confirma que há um grande desestímulo dentro das propriedades rurais produtoras de suínos, onde a atividade não é a principal fonte de renda do agricultor. “A estimativa é que mais de 10 mil matrizes tenham sido eliminadas no Rio Grande do Sul, dentro das pequenas áreas rurais. O presidente explica que estas desistências não representam retração na produção de suínos, porque empresas como as cooperativas investiram na atividade.

Folador lembra que em fevereiro do ano que vem começam a vencer as contas dos suinocultores que foram prorrogadas pelo governo. “O ponto positivo é que aqueles que não conseguirem manter o acordo por falta de recursos poderão solicitar a prorrogação das dívidas por um período de mais cinco anos”, disse.

O Rio Grande do Sul produz aproximadamente 600 toneladas de carne suína por ano, em 9 mil propriedades rurais. Em médias, os suinocultores estão mantendo um plantel de 4,5 milhões de animais.
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