Relações de troca e avanço da safrinha de milho devem fomentar entregas de fertilizantes

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Relações de troca e avanço da safrinha de milho devem fomentar entregas de fertilizantes

INTL FCStone projeta incremento de 1,9% das entregas em 2020
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A perspectiva do plantio de uma área plantada recorde para o milho safrinha 2019/20 corrobora para um início de ano aquecido. A semeadura de 13,14 milhões de hectares do cereal neste primeiro trimestre, expansão de 2,1% no comparativo anual, sazonalmente marca o primeiro fluxo intenso de entregas de fertilizantes aos produtores no Brasil, com destaque para os volumes de nitrogenados e potássicos.

Essa conjuntura atual do mercado deve corroborar para o avanço de 1,9% das entregas na temporada 2020, projetadas em 36,9 milhões de toneladas pela INTL FCStone, de acordo com estimativas de janeiro.

Após um ano de importações recordes para os fertilizantes, atingindo 28,15 milhões de toneladas em 2019, segundo dados da Secex, o grupo estima um leve desaquecimento das internalizações no Brasil em 2020. “A queda dos preços internacionais dos adubos ao longo do segundo semestre do ano precedente corroborou para a formação de estoques domésticos confortáveis, com os agentes aproveitando as menores cotações para assegurarem carregamentos antes da temporada de adubações”, avalia a Analista de Inteligência de Mercado da INTL FCStone, Gabriela Fontanari.

A desaceleração em relação aos anos anteriores decorre, principalmente, devido às incertezas que ainda permeiam o mercado da soja no tocante à demanda internacional, e o papel da China enquanto comprador da oleaginosa norte-americana – o que tende a pressionar as cotações do grão em Chicago, e podem impactar a remuneração do produtor, consequentemente influenciando suas decisões de investimento em adubação.

A retomada das operações nas plantas nacionais de fosfatados também deve contribuir para o leve recuo de 4,2% das importações, estas totalizando cerca de 27 milhões de toneladas, de acordo com a estimativa de janeiro da INTL FCStone. A paralisação da produção nos complexos da Mosaic, diante da necessidade de manutenções de segurança nas barragens, contribuiu para a expressiva internalização de MAP em 2019, e este cenário deve ser mitigado em 2020.


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