Relatório diz que Brasil tem que combater tráfico de animais
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Imagem: Pixabay

ESTUDO

Relatório diz que Brasil tem que combater tráfico de animais

Espécies silvestres, nativas da fauna brasileira, são os maiores alvos, qualificado como um ‘circulo vicioso’
Por: -Eliza Maliszewski
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Tartarugas da Amazônia, peixes ornamentais, pássaros, carne de animais como capivara, paca, anta, veado e queixada e até a imponente onça-pintada. Todos esses animais são citados no relatório da ONG Traffic, que aponta que o Brasil precisa evoluir em medidas para combater o tráfico de animais silvestres. 

O documento faz críticas ao sistema ambiental e econômico brasileiros no que tange ao controle das espécies nativas. “Especialistas em vida selvagem são unânimes em afirmar que a captura descontrolada de animais e plantas para o tráfico tem sérias consequências na biodiversidade do Brasil, na economia nacional, no Estado de Direito e na boa governança. No entanto, os dados existentes raramente são consolidados e, portanto, incapazes de confirmar ou contestar essa percepção”, relata o documento.

A prática chamada de “circulo vicioso” diz que há falta de fiscalização, falta de compartilhamento de dados entre os estados e má gestão de dados, que traz impactos graves. O relatório aponta alguns exemplos: 

- No Brasil e nos países vizinhos, tartarugas e ovos de tartarugas são colhidos ilegalmente e comercializados para serem utilizados como medicina tradicional, para o comércio de animais de estimação, como itens decorativos (conchas) e para consumo como alimento; 

- Entre 2012–2019, mais de 30 espécies de peixes ornamentais foram traficadas para atender à demanda regional e internacional de aquários domésticos.  A Arapaima, uma das maiores espécies de peixes de água doce do mundo é alvo de 80% dos casos;

- Nos estados da Amazônia, a carne selvagem ilegal é comum nos mercados regionais e é vendida nacionalmente e através das fronteiras locais, especialmente na tríplice fronteira do Brasil, Peru e Colômbia. Espécies como capivara, paca, anta, veado, queixada e outras são amplamente roubadas e vendidas.

- A bacia amazônica fornece o maior bloco contíguo de habitat remanescente de onça-pintada. Nos últimos anos, a onça-pintada caçando suas partes (presas, caveiras, ossos, peles, patas, carne) vem crescendo, aparentemente impulsionada pela demanda do mercado na Ásia;

- Aproximadamente 400 espécies de aves (uma em cada cinco espécies nativas) são impactadas pelo comércio ilegal de aves no Brasil. As principais são canoros e papagaios.

O Brasil abriga 60% do bioma Amazônia e possui o maior tesouro de biodiversidade do planeta, com mais de 13% da vida animal e vegetal do mundo. O estudo ainda aponta sugestões que incluem o desenvolvimento de uma estratégia nacional para combater o tráfico de animais selvagens, aprimorando a coleta e o compartilhamento de dados, fortalecendo a legislação atual sobre crimes ambientais e investindo em infraestrutura e tecnologia para lidar e identificar apreensões de animais selvagens. 

O documento na íntegra pode ser conferido neste link
 


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