Remuneração da aviação agrícola chega R$ 50 mil

Agronegócio

Remuneração da aviação agrícola chega R$ 50 mil

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Os pilotos agrícolas trabalham em média seis meses por ano, durante o período de novembro a maio, mas ganham muito mais do que os pilotos comerciais. Por isso, muitos profissionais almejam entrar nesse segmento, que exige perícia e muito treinamento, mas o salário acaba compensando, cerca de R$ 50 mil por safra.

Em Primavera do Leste (239 quilômetros ao Sul de Cuiabá) existe uma extensão do aeroclube de Várzea Grande, e em média 14 alunos freqüentam as aulas para tirar o brevê (que é a habilitação aérea) de aviador. Além do curso teórico que dura cerca de três meses, o aluno tem que cumprir uma carga de 200 horas de vôo para ser habilitado a pilotar comercialmente.

Para atuar na aviação agrícola é necessário mais esforço e treinamento. Além das 200 horas de vôos exigidos pela aviação comercial, o aluno tem que cumprir outras 200 horas, e ainda fazer um curso de 40 horas específico para a atividade agrícola, só então poderá atuar no segmento. O piloto Nelson Paim, explica que um piloto com 400 horas de vôo é considerado um piloto experiente.

Apesar do custo elevado para se tirar o brevê e para o custeio das aulas práticas de vôo, o número de adolescentes interessados no segmento é considerado muito positivo pelos profissionais que já atuam no mercado. Além disso, a região vem crescendo nesse setor devido ao surgimento de novas doenças nas lavouras e da agricultura expansiva que é praticada no Município.

Um piloto comercial pode voar no máximo 80 horas por mês, e um piloto agrícola costuma voar menos, apesar de ter um ritmo de trabalho concentrado durante os seis meses da safra, ficando em torno de 50 horas, mesmo nesse período.

Apesar do ritmo ser mais puxado, os pilotos experientes não consideram a atividade estressante a ponto de por em risco a vida do profissional. “Os pilotos ganham mais devido a ampla experiência que lhes é exigida e devido a sua perícia desenvolvida no trabalho de aplicação dos defensivos agrícolas”, justifica Nelson Paim.


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