Renda agrícola vai a R$ 1,59 bi no CE
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Agronegócio

Renda agrícola vai a R$ 1,59 bi no CE

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O Ceará figura como terceiro no Nordeste em volume financeiro das principais culturas. A liderança é da Bahia

O bom momento do setor primário cearense é confirmado por mais um indicador: a renda agrícola no Estado, que vai atingir, este ano, R$ 1,592 bilhão. O montante — referente ao Valor Bruto da Produção (VBP) de 20 lavouras, obtido multiplicando a quantidade produzida pelo preço recebido pelo agricultor — representa incremento de 68,49% sobre o total auferido no ano passado, de R$ 944 milhões. É o melhor resultado registrado nos últimos quatro anos, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).


Feijão, milho, banana e mandioca são os produtos que puxam o desempenho da renda agrícola cearense ao longo de 2008. Estas culturas irão render, respectivamente, R$ 510,8 milhões, R$ 419,7 milhões, R$ 263,9 milhões e R$ 136,4 milhões. Em menor proporção aparecem as lavouras de cana-de-açúcar, tomate e arroz, com R$ 93,2 milhões, R$ 90,4 milhões e R$ 73,9 milhões, respectivamente.

Ranking

Com o resultado, o Ceará figura como terceiro no Nordeste em volume financeiro das principais culturas. A liderança absoluta é da Bahia, com R$ 8,383 bilhões de estimativa. Em seguida vem Pernambuco, com R$ 2,060 bilhões. A região Nordeste vai gerar este ano R$ 17,525 bilhões de renda agrícola.


No País

No Brasil, a renda agrícola das principais lavouras deverá ser de R$ 160,6 bilhões este ano, estimativa superior em 16,1% à obtida em 2007. Os maiores aumentos de renda, acompanhada em estimativas anteriores, devem ocorrer no feijão (82,1%), cebola (61,4%), trigo (48,2%), amendoim (41,2%), soja (30,6%), milho (30,2%) e café (20,4%). Outros produtos também se destacam no desempenho neste ano: arroz (10,6%), laranja (11,0%), cacau (9%), batata inglesa (4,7%) e banana (4,3%).

´O comportamento favorável desse conjunto de produtos se deve às combinações de melhores preços e maiores quantidades obtidas em 2008´, observa o coordenador de Planejamento Estratégico do Mapa, José Garcia Gasques. O levantamento mostra que cana-de-açúcar (-11,1%), uva (- 45,2%), algodão (- 7,7%) e pimenta-do-reino (-10,8%) estão com estimativas relevantes de queda.


As estimativas de renda agrícola por região, em 2008, mostram comportamentos expressivos no Sul e Sudeste. O Nordeste deverá ter um acréscimo de 2,1% em relação a 2007. ´Esse comportamento é por conta, especialmente, da boa safra deste ano na região´, analisa Gasques. Entretanto, o melhor desempenho está previsto para o Centro-Oeste. A estimativa indica elevação de renda real de 44,3% em relação a 2007, passando de R$ 28 para R$ 40,5 bilhões, em 2008. Desempenho negativo registra a região Norte (-5,1%).

FIQUE POR DENTRO
Como é feito o cálculo da renda

A renda agrícola refere-se ao Valor Bruto da Produção (VBP) de 20 lavouras, cujo levantamento mensal é realizado pela Conab e pelo IBGE. É obtida multiplicando a quantidade produzida pelo preço recebido pelos agricultores.

Os preços das culturas têm com fonte a Fundação Getúlio Vargas (FGV), com exceção do café, cujos valores são levantados pelo Cepea/Esalq/USP para o café Arábica tipo 6 e, no caso do Espírito Santo, é utilizado o preço do café Conillon tipo 6, também do Cepea.


O acompanhamento da renda agrícola é registrado mensalmente pela Assessoria de Gestão Estratégica (AGE), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

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