Renda no campo com qualidade de vida

Agronegócio

Renda no campo com qualidade de vida

Por:
214 acessos

Obter renda mas sem agredir o meio ambiente é um dos principais objetivos dos produtores que decidiram instalar uma horta agroecológica na propriedade. ""Eu achei a proposta do PAIS interessante, principalmente porque hoje em dia a questão de preservação do meio ambiente precisa ser levada em conta"", afirma Cláudio Pereira Santos da Motta, agricultor em Ribeirão Claro.

Produtor assentado, ele diz que já reservou 5 mil metros quadrados da sua propriedade de 6 hectares para implantar a horta. De olho no futuro, Motta comenta que produzindo a partir desse modelo vai ""se livrar"" do mercado tradicional. ""Não vou precisar comprar adubo e fertilizantes porque a compostagem feita no local vai gerar adubo natural"", diz o agricultor.

Além disso, relata que a demanda para produtos mais saudáveis tem sido cada vez maior e isso facilita os investimentos no negócio. ""Vou poder oferecer um alimento melhor para minha própria família e para outras pessoas"", avalia. Motta que já produz café, pimenta, leite e bicho-da-seda, vê na Tecnologia PAIS mais uma opção de renda.

Aparecido Donizete da Silva, 32, tem planos ainda maiores: já reservou 8 mil metros quadrados. ""Já trabalhei com horta convencional, mas essa do PAIS me chamou muito a atenção por ser um projeto bastante organizado"", diz o agricultor, destacando o fato do comércio para destinar essa produção ter sido bastante estudado. Para ele, o mais importante desse sistema é saber que não vai precisar mais ter contato com produtos químicos para fertilizar a horta, pois sofre com alguns problemas de saúde. Também produtor assentado, Silva conta que apenas ele e a esposa vão cuidar da horta.

Maria Luizete Brambila, 54, também considera seguro investir na Tecnologia PAIS, pois o destino para a produção foi pensado. ""É um projeto interessante para a saúde, o meio ambiente e comercialmente. Os agricultores vão aprender a produzir de uma forma mais correta"", frisa Maria. Para ela, que trabalha com um viveiro de mudas, a experiência será nova. ""Já tinha plantado horta para consumo próprio. Agora será tudo novidade"", enfatiza.

As mesmas expectativas são nutridas pelo agricultor Silvio Antônio de Godoy, 30. Com previsão de implantar a horta dentro de 30 dias, o produtor comenta que já havia trabalhado com produção de hortaliças mas no modelo tradicional. ""Lá era usado muito veneno. Esse sistema é diferente: tudo orgânico"", pontua. No geral, para custear os investimentos, os agricultores vão usar recursos próprios e do Banco do Brasil - por meio do Pronaf - e do Instituto Ventura.

O secretário municipal de Agricultura de Ribeirão Claro, Ney Prado Scatolin de Oliveira, informou que a prefeitura estuda a possibilidade de comprar parte da produção dessas hortas. A intenção é utilizar os produtos na merenda escolar. ""Seria uma forma de viabilizar a horta e também melhorar a qualidade da merenda dos estudantes"", reforça o secretário. Segundo ele, a ideia ainda está sendo formatada e deverá ser encaminhada à Câmara para votação. A ideia é que o projeto seja colocado em prática já no próximo ano.

Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink