Renegociação da dívida do arroz atende proposta da Farsul

Agronegócio

Renegociação da dívida do arroz atende proposta da Farsul

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O presidente da Câmara Setorial Nacional da Cadeia Produtiva do Arroz e da Comissão do Arroz da Farsul, Francisco Schardong, disse que a renegociação das dívidas de crédito de custeio e investimento contratadas até 30 de junho de 2011 representa o oxigênio que o produtor precisava para continuar produzindo. A medida foi informada nesta sexta-feira, 30 de novembro, pelo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho. A proposta será votada pelo Conselho Monetário Nacional nos próximos dias.


O total disponibilizado para a amortização de dívidas será de até R$ 1,5 bilhão por meio do BNDES. Para as dívidas até R$ 1 milhão de reais, a taxa de juros será de 5,5% ao ano, com juros especiais também para débitos acima deste valor. O prazo de financiamento é de até 10 anos, em parcelas anuais, e a primeira parcela deverá ser paga em maio de 2014.

Schardong ressaltou que o prazo de 10 anos retira a pressão do produtor, permitindo maior uso de tecnologia na lavoura e menor velocidade na comercialização. “Agora vamos trabalhar com equilíbrio”, destacou Schardong. Ele destacou ainda o empenho político do Ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, na negociação com a área econômica que permitiu a concretização da importante medida para a produção gaúcha.


Também poderão ser refinanciadas as dívidas de operações de EGF de arroz da safra 2009/10 e aquelas ao amparo de linha de crédito FAT Giro Rural. Os interessados devem procurar a instituição financeira credora até 30 de abril de 2013, a qual deve formalizar a operação até 31 de julho de 2013.

Para a renegociação, o produtor deverá pagar 10% do saldo devedor até a data de formalização do novo contrato.

O economista do Sistema Farsul, Antônio da Luz, disse que a negociação vinha sendo feita com o Mapa desde o ano passado e o governo aplicou ao arroz, a proposta apresentada pela Farsul para as lavouras atingidas pela seca. “Pedimos exatamente 10 anos de prazo, com recursos do BNDES e parcelas anuais”, salientou Antônio da Luz.


A proposta foi negociada pessoalmente pelo presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, com o Ministro Mendes Ribeiro e o Secretário Adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, João Rabelo Jr., no último dia 19/11. Carlos Sperotto destacou que a medida nao encerra a renegociação do passivo dos arrozeiros.

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