Agronegócio

Restrição para cana em GO ameaça a economia

Esta será uma ameaça à economia caso ocorra a restrição em municípios com até 50 mil habitantes
Por: -Manoel Rubens
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Caso ocorra a restrição do cultivo da cana-de-açúcar em municípios com até 50 mil habitantes, será uma ameaça à economia. “Aproximadamente 95% dos municípios brasileiros se encaixam nesse perfil. Essa medida liquidaria os investimentos no País”, comenta Igor Montenegro, presidente do Sifaeg. O setor é o que mais cresce no Brasil. Em 2006, o segmento foi o que mais atraiu investimentos para o Estado. A produção de álcool e açúcar gerou 14 mil empregos diretos.

Existem 15 usinas de álcool instaladas e 45 projetos de expansão e/ou instalação estão em andamento. Somados, os investimentos são de R$ 6,5 bilhões, com capacidade de produção de 6,1 milhões de m³ de álcool. Segundo o secretário de Indústria e Comércio, Ridoval Chiareloto, a expectativa é de que em 2010, o segmento seja responsável pela duplicação do Produto Interno Bruto de Goiás. “Temos que administrar tanto o crescimento da cana quanto dos outros setores”.

O País também conta com a expansão do setor sucroalcooleiro para impulsionar a economia. A participação do segmento no total das exportações pode aumentar em 2007. “A União Européia vai aumentar a demanda por combustíveis limpos para alcançar a meta de reduzir 20% a emissão de gases na atmosfera.” A expectativa é que pelo menos 10% da frota dos países europeus passem a ser movida a etanol. Dados da Confederação Nacional de Agricultura estimam que o complexo sucroalcooleiro ultrapasse as exportações de carnes em 2007. "O álcool pode colocar o Brasil no primeiro mundo em 10 anos", afirma Montenegro.

Empregos:

A atividade sucroalcooleira gera cerca de um milhão de empregos diretos e três milhões indiretos. Se levado em conta que a família é composta por cinco pessoas, oito milhões de brasileiros dependem economicamente das usinas para sobreviverem. Do ponto de vista legal, Igor comenta que não acredita que possa vir ter problemas com essas inciativas locais. Essas medidas, segundo ele, seriam anticonstitucionais. “A Constituição prevê liberdade sobre o uso propriedade. Então a situação está pacífica”, afirma.

O sindicalista defende que o setor também é sustentável. “Todos os países estão buscando fontes de energia limpa, agora vem algumas pessoas colocarem que isso é errado. Então estamos na contramão do mundo”, afirma. Ele lembra que a cultura da cana-de-açúcar é uma das mais antigas do País e é menos prejudicial ao meio ambiente que outras como a soja. “Não provoca a erosão, não utiliza muita água, usa pouco agrotóxico e não prejudica tanto o solo”, argumenta.

Igor argumenta ainda que a atividade utiliza uma área pequena se comparada a usada pela plantação de oleaginosas. “A soja usa 24 milhões de hectares para produzir 42 milhões de toneladas de grãos. Com um quarto dessa área se produz 460 toneladas de cana.” Ele afirma que a pastagem por exemplo, opera em uma área quatro vezes superior a utilizada pelos canaviais. “O uso do solo para pastagem é degradante, provoca erosão.” O sindicalista diz que todos essas discussões poderiam ser evitadas se as pessoas buscasse se informar mais sobre o setor.

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