Resultados recomendam adoção da Integração Lavoura, Pecuária e Floresta
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Agronegócio

Resultados recomendam adoção da Integração Lavoura, Pecuária e Floresta

Sistema será uma revolução na agropecuária, diz pesquisador
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O estudo de caso da Fazenda Santa Brígida, em Ipameri, no sudoeste de Goiás, é o melhor exemplo dos benefícios e dos resultados positivos da adoção da prática de Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF). “Houve uma melhora significativa na fertilidade do solo, na fixação de carbono, através da maior utilização de matéria orgânica e uma evolução consistente na produtividade”, apontou o pesquisador da Embrapa e um dos responsáveis pela implementação do projeto em 2006 na fazenda, João Kluthcouski, durante o Fórum ABAG-Cocamar – Integração Lavoura, Pecuária e Floresta -, realizado na sexta-feira, 18, em Maringá (PR).

A Fazenda possui cerca de 1.000 hectares, sendo que 600 são destinados à ILPF. “A situação em 2006 era muito ruim. O clima na região não era o mais adequado, com grandes períodos sem chuva, e o solo era ácido e com baixa produtividade”, lembra o pesquisador. A partir daquele ano, a associação entre a Santa Brígida, Embrapa e John Deere fez com que a Integração Lavoura e Pecuária fosse adotada em todos os anos. Em 2008-09, o plantio de eucaliptos deflagrou a prática de Integração Lavoura, Pecuária e Floresta.
 
Neste período, a produtividade da soja pulou de 2.400 quilos por hectare para 4.080 quilos por hectare, bem acima da média nacional. O rendimento do milho mais que dobrou, pulando de 4.800 quilos para 10.800 quilos por hectare. No caso da pecuária, a produtividade passou de 2 arrobas para 16 arrobas por hectare, a idade média de abate de 4 para 3 anos e o custo de produção de carne baixou de 73 reais para 24 reais por arroba.
 
Entusiasta do sistema, Kluthcouski citou ainda outros benefícios, como a garantia de empregos, o treinamento de estagiários, a recuperação de área degradada, a manutenção da pastagem produtiva e a redução dos impactos ambientais. Lembrando o tamanho da área degradada que pode ser recuperada no país, o pesquisador questionou: “Já imaginaram o impacto positivo de uma Santa Brígida de 100 milhões de hectares?”.
 
Para o pesquisador, a ILPF vai ser uma revolução na agropecuária brasileira, garantindo a produção em solos considerados ineficientes para isso. “A Integração já é conhecida e usada em todo o país. A produtividade nacional cresceu muito, mas temos tecnologia para produzir ainda mais, tanto na pecuária como na produção de grãos”, acredita.
 
Também palestrante no evento, o pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Sérgio José Alves, concorda que a ILPF é a nova revolução agrícola. “Há 30 anos trabalhamos com práticas conservacionistas. No começo, as pessoas não acreditavam no que estávamos fazendo. Hoje, estamos buscando produtividade de até 3.600 quilos por hectare de soja na região do arenito. Algo impensável há alguns anos”, frisou, destacando ainda o caráter sustentável da Integração. Alves informou ainda que há 300 mil hectares de ILPF no Paraná, que geram R$ 500 milhões.
 
Material distribuído por:Mecânica de Comunicação Ltda.; Texto de Dylan Della Pasqua

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