Retirada da alíquota de importação do trigo deve ajudar a segurar preço do pão

Agronegócio

Retirada da alíquota de importação do trigo deve ajudar a segurar preço do pão

Suspensão da TEC deve segurar preço do pão e de outros produtos
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O quilo do pão francês é vendido nas padarias de Sorocaba e região na faixa de R$ 7,90 a R$ 12,70

A suspensão da alíquota da Tarifa Externa Comum (TEC) para a importação de trigo de países fora do Mercosul, até 15 de agosto, deve ajudar a segurar o preço do pão e outros produtos, como massa e biscoitos. A retirada da tarifa de 10% vale para a compra de 1 milhão de toneladas. O presidente do Sindicato das Empresas de Panificação de Sorocaba e Região (Sipans), Paulo Baccelli, acredita que a medida veio em boa hora, pois dificuldades para a Argentina garantir o suprimento de trigo para o Brasil elevou as importações dos Estados Unidos e Canadá, aumentando os preços.

Segundo Baccelli, há um custo maior por causa do transporte a maior distância, dos países da América do Norte. Ele observa que a safra de trigo na Argentina teve quebra no ano passado e o período de safra deste ano, na Argentina e no Brasil, começa entre agosto e setembro. "No Brasil, esperamos um recorde de produção este ano, mas a maior parte do trigo usado para os pães são de grãos do tipo duro, importado", diz Baccelli.

O presidente do Sipans considera que a retirada dos 10% da alíquota de importação para países fora do Mercosul irá preencher uma lacuna e manter os preços por um período de aproximadamente 60 dias, até a entrada da safra na Argentina e no Brasil. Para ele, a medida tem a finalidade de estabilizar o preço e não deve ocorrer redução.

A decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), atende a uma preocupação do Ministério da Fazenda, devido ao impacto que o preço do pão e outros produtos derivados do trigo poderiam ter no índice de inflação. A retirada temporária da alíquota, com data de 20 de junho, foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

O volume de importação determinado pelo Camex, de 1 milhão de toneladas, deve ser suficiente para ajudar a segurar os preços até quando começar a safra na Argentina, de acordo com Baccelli. O Brasil consome, por ano, entre 10 e 12 milhões de toneladas de trigo, diz ele. O presidente do Sipans explica que existem basicamente três tipos de trigo: o de grão duro (utilizado principalmente no pão), o mole (para biscoitos) e o duríssimo (para massas). A maior parte do grão duro tem que ser importada. Segundo ele, o trigo que vem dos Estados Unidos e Canadá é transformado em farinha no Brasil.

Pão francês

O presidente do Sipans diz que o preço do quilo do pão francês nas padarias de Sorocaba e região está na faixa de R$ 7,90 a R$ 12,70. Conforme Baccelli, não é só o trigo que define o preço, mas outros insumos e custos, que variam em relação a cada estabelecimento. Ele lembra que em setembro ocorre o dissídio coletivo dos trabalhadores, com negociações para o reajuste salarial. A intenção, segundo Baccelli, é manter os preços estáveis por maior tempo possível.

No Brasil, as plantações estão localizadas, principalmente, na região sul, de clima mais frio. Também há plantações em Capão Bonito, Itapetininga e Itapeva, na região de Sorocaba. No ano passado, produtores desses municípios foram favorecidos pela redução da importação da Argentina e ampliaram o plantio. No início do mês, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou a previsão da safra brasileira para 7,37 milhões de toneladas, contra 6,88 milhões em maio.

De acordo com o MDIC, de janeiro a maio deste ano, o Brasil importou 1,5 milhão de toneladas de trigo do Mercosul. O valor é inferior aos 2,7 milhões de toneladas adquiridos no mesmo período do ano passado. Com a diminuição da compra de trigo nos países vizinhos, subiu de 225 mil toneladas para 947 mil toneladas a quantidade do produto adquirida dos EUA, nos cinco primeiros meses de 2014, em comparação com o mesmo período de 2013.
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