Retorno da umidade no solo favorece plantio das culturas de verão no RS
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Agronegócio

Retorno da umidade no solo favorece plantio das culturas de verão no RS

Com o retormo da umidade, é possível que o plantio do milho e da 1ª safra de feijão se acelere nos próximos dias
Por: -Janice

As chuvas que ocorreram no Estado nos últimos dias amenizaram a deficiência hídrica que se intensificava, provocando o atraso no plantio dos grãos da safra de verão. Com o retormo da umidade no solo, é possível que o plantio do milho e da 1ª safra de feijão se acelere nos próximos dias, podendo o produtor recuperar a defasagem. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, estima-se que apenas 4% da área prevista para o feijão da 1ª safra já tenha sido semeada, contra uma média de 12% verificada nas últimas cinco safras. Do total plantado, somente 1% se encontra germinado.

No caso do milho, a temperatura mais baixa registrada nos primeiros dias do mês anterior foi outro motivo que influenciou, de maneira negativa, o processo de plantio do milho, fazendo com que as primeiras sementes lançadas tivessem dificuldade na germinação e no desenvolvimento inicial.

De acordo com o 1º Levantamento sobre a Intenção de Plantio para a safra de verão 2010/2011,haverá queda na área cultivada com milho e com feijão. A área cultivada com o milho deve ceder espaço para o aumento da área de soja. Já para o arroz, a tendência mostra uma estabilidade ao redor de um milhão de hectares semeados, fato que ocorre desde a safra 2003/2004.

Quanto à produção esperada inicialmente, a Emater/RS-Ascar parte de rendimentos iniciais que levam em conta o desempenho de cada cultura nos últimos 10 anos, considerando os avanços tecnológicos alcançados pelos produtores nesse período. Sendo assim, para o arroz é estimada uma produtividade inicial de 7.040 kg/ha, o que projeta uma produção total de 8,06 milhões de toneladas. Para o feijão, a produtividade inicial fica em 1.190 kg/ha, projetando uma produção total de 88,07 mil toneladas. Para o milho, a produtividade inicial é de 4.190 kg/ha, o que poderá render um total de 4,65 milhões de toneladas do grão para o Estado. Para a soja, que ocupa a maior área semeada, a produtividade inicial é de 2.240, podendo render um total de 9,15 milhões de toneladas.

TRIGO – Apesar da pouca umidade na maior parte do período, as condições foram favoráveis às práticas culturais de controle de doenças fúngicas e de invasoras. No entanto, a falta de umidade no solo e a ausência de chuva prejudicaram a adubação nitrogenada em cobertura. De maneira geral, a cultura segue se desenvolvendo muito bem em todas as regiões, apresentando indícios de que o produtor poderá obter bons rendimentos. Atualmente, 9% do trigo estão em enchimento de grãos, 21% em floração e 70% das lavouras estão em germinação e desenvolvimento vegetativo.

FRUTÍFERAS - As culturas de clima temperado, como a uva, o pêssego, a ameixa e a maçã, estão em fase de floração. Nesta época do ano, são realizadas as podas e os tratamentos fitossanitários de inverno, assim como a adubação de manutenção e o controle de plantas espontâneas nos pomares.

Na Serra gaúcha, maior produtora de uvas do Estado, o período é de concentração de esforços na poda de inverno, restando apenas 15% da área para ser podada. As variedades superprecoces, cultivadas em locais mais quentes, apresentam brotação bem uniforme, evidenciando o aparecimento das inflorescências. Enquanto o processo de brotação está apenas iniciando para as mesmas variedades cultivadas na região tradicional, de maior altitude.

CITRICULTURA - A colheita das frutas cítricas na região do Vale do Caí, principal região produtora do RS, está ocorrendo normalmente. A Montenegrina, variedade que tem a maior área de cultivo entre as bergamotas, já se encontra com 55% das frutas colhidas, enquanto que o Tangor (híbrido natural de laranja e bergamota) Murcott está com a colheita mais atrasada, com 30% das frutas colhidas. Essas duas variedades são as mais tardias entre as bergamotas e, em virtude de serem colhidas em uma época de clima mais ameno, com maior demanda por frutas cítricas, atingem um preço melhor. Além disso, a variedade Montenegrina é exportada para outros estados, o que também faz com que seus preços sejam mais elevados do que os preços das variedades de bergamota de ciclo precoce e médio. A Montenegrina passou de R$ 12,00 para R$ 13,00, em média, por caixa de 25 kg, enquanto a Murcott passou de R$ 11,00 para R$ 12,00.

Na região do Alto Uruguai, os pomares de citros estão em plena floração, com perspectivas de uma boa safra para o ano que vem. O estado fitossanitário dos pomares varia de regular a bom, devido à retração dos produtores em função dos baixos preços praticados na safra passada.

As informações são da assessoria de imprensa da Emater/RS-Ascar.


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