Retração do cacau, algodão e soja derrubam índices de commodities baianas
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Agronegócio

Retração do cacau, algodão e soja derrubam índices de commodities baianas

Seis dos dez produtos que compõem o índice tiveram queda
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O Índice de Commodities Agrícolas da Bahia (ICAB-SEI) acompanhado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI-BA/Seplan) apresentou queda depois de cinco meses seguidos de alta. O indicador saiu dos 110,8 pontos, em março, para 108,8 pontos no mês de abril. Seis dos dez produtos que compõem o índice tiveram queda, enquanto os demais registram alta. O recuo deveu-se à continuidade da retração do cacau, algodão e soja, além da queda mensal do mamão, manga e uva. Milho, laranja, feijão e café apresentaram alta em seus preços.

A uva apresentou, depois de duas consecutivas altas, uma retração de 4,08% em seu preço no mês de abril. Aparentemente, a demanda pelo produto tem se verificado em baixa. As razões apontadas são o grande estoque de produtos industrializados da fruta e também pela retomada da produção no sul do país.

O cacau apresentou mais uma queda em seus preços, saindo de R$ 102,28 para R$ 100,11, uma baixa de 2,12%. Entretanto, o preço da fruta continua em alta. Se comparado com o mesmo período do ano passado, o aumento está por volta de 55%. Isso mostra que o mercado internacional do cacau ainda não se recuperou da quebra de safra ocorrida nos países africanos.

O café e o feijão apresentaram leves altas. O primeiro registrou avanço de 0,06% em relação ao mês anterior. Já o aumento do feijão foi de 0,22%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o café apresenta aumento de 40%, enquanto que o feijão apresenta variação de -62%.

A laranja pelo segundo mês seguido apresenta avanço em seu preço passando a custar R$ 350,00 a tonelada, isto representa um incremento da ordem de 3,62% na comparação com o mês de março. A falta de chuvas está provocando uma produção abaixo do normal nas regiões produtoras do estado. O preço da laranja está em um patamar elevado, isso porque, na comparação com o mesmo período do ano passado, a alta é de 105,88%.

Quedas de preço -  Parece que o início da colheita do algodão esta provocando a queda em seu preço, já que o mês passado registrou outra queda de 2,33%. A tendência é que esse preço caia ainda mais, uma vez que este se encontra perto do patamar internacional. Na comparação com 2013, o preço encontra-se em alta, com aumento de 12%.

O mamão apresentou forte queda em relação ao mês de março, com variação negativa de 12,68%, entretanto, na comparação com o mesmo período do ano passado, está com variação positiva de 22,83%.

A manga parece ter chegado ao seu fim no ciclo de aumentos de preço. No mês de abril a variação do preço foi -22,39%. Essa queda, segundo a EBDA de Juazeiro, é cíclica e sempre ocorre durante o meio do ano. Na comparação com o mesmo mês do ano passado ficou em -20,33%.

O preço da soja apresentou um leve recuo de 0,07%. A tendência é que o preço caia ainda mais nos próximos meses, já que a colheita deve aumentar a oferta do produto. Em relação a abril do ano passado, o registro é de alta de 22%.

Depois da estabilidade verificada no mês de março, o milho voltou a subir no mês de abril. Mesmo com estimativas para uma produção bem maior que a do ano passado, a colheita ainda não teve seu início e o temor que a praga da lagarta do milho volte a assolar essa cultura provoca esse aumento do produto. O avanço foi de 4,75%, o que faz a saca de 60 kg custar R$ 25,14. Na contra mão da comparação mensal, o resultado da comparação com o mesmo período do ano passado é de -22,43% no preço do milho, resultado que mostra que o produto ainda não está em preços altos.

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