Reunião da câmara setorial da noz-pecã
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Imagem: Pixabay
NOZ-PECÃ

Reunião da câmara setorial da noz-pecã

Seapdr reuniram-se virtualmente nesta quinta-feira (2)
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Representantes da Câmara Setorial da Noz-Pecã da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) reuniram-se virtualmente nesta quinta-feira (2). Entre os assuntos da pauta, o levantamento da Emater/RS-Ascar sobre a área cultivada e produtores do fruto no Rio Grande do Sul. O diretor de Políticas Agrícolas e Desenvolvimento Rural da Seapdr, Ivan Bonetti, representou o secretário Covatti Filho. A condução dos trabalhos foi do coordenador da Câmara, Demian Segatto da Costa, que também é fundador e vice-presidente do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), e do assessor da Câmara, Pedro Pascotini.

O engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar na região de Porto Alegre, Luis Bohn, apresentou dados do Censo Fruticultura 2020. Segundo ele, a pecanicultura gaúcha está presente em 199 municípios, existem 1.338 unidades produtivas, em um total de 5.500,6 hectares. “A safra 2020 deve chegar a 2.163,8 toneladas”, prevê. “Comparando com 2017, tivemos incrementos de 29% de área plantada e de 8,9% de produção”.

Bohn mostrou que, dos 20 maiores municípios produtores de noz-pecã do Estado, Cachoeira do Sul se destaca, com 1.179 hectares. Conforme ele, nas 12 regiões da Emater/RS-Ascar, a da Depressão Central, localizada na parte central do RS, concentra a maior área da produção. A regional Lajeado tem o maior número de unidades produtivas (241); enquanto a região de Caxias do Sul e Frederico Westphalen é responsável pela maior produtividade.

O coordenador da Câmara, Demian Segatto da Costa, que é produtor desde 2013, falou que a cultura cresce de forma consistente e que o objetivo é torná-la comercialmente viável. Informou ainda que, no Brasil, ela está inserida no programa Minor Crops, Culturas com Suporte Fitossanitário Insuficiente (CSFI). “O que significa que a noz-pecã não possui agrotóxicos específicos. O processo de registro de agrotóxicos está em fase de estudos junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), sendo respeitados os níveis de resíduos para o grupo e subgrupo do Minor Crops em que está incluída a noz-pecã, e do Codex internacional”.

E, segundo Segatto da Costa, essas questões legais são fundamentais para a exportação de noz-pecã para a China. “A Câmara está em tratativas junto ao Mapa sobre esse assunto”, explicou. Conforme ele, a Embaixada de Pequim enviou ao Ministério um questionário solicitando informações sobre os tipos de agrotóxicos aplicados em noz-pecã no Brasil, sua concentração e métodos de aplicação, período de carência, entre outros itens. “Porém, paralelamente e concomitante às aberturas de novos mercados, a Câmara Setorial observa a necessidade de implementar ações para fortalecer e fomentar o mercado interno”. 

O pesquisador da Embrapa Clima Temperado, de Pelotas, Carlos Martins, abordou o tema “Minor Crops Brasil, andamentos dos registros de produtos e ações para noz-pecã". Conforme ele, há demanda de empresas do setor sobre registros de produtos agroquímicos. “O Grupo Gestor Pró-Pecã já se reuniu para tratar desses registros, tendo sido definida estratégia sobre troca de grupo ou subgrupo no “Minor Crops”, e indicados três princípios ativos para cada um dos três principais alvos biológicos na cultura da pecã”.

Martins explicou que foram identificadas três doenças (alvos biológicos) relevantes para a cultura: sarna, antracnose e pulgão amarelo. “Para o tratamento de cada uma dessas pragas são indicados três princípios ativos. E queremos disponibilizar esse controle para os produtores o quanto antes”.

Encaminhamentos

Como encaminhamentos, ficou acertado que haverá um refinamento de dados técnicos da Emater/RS-Ascar; a elaboração de um padrão de qualidade dos frutos; e a produção de um manual de boas práticas.

Participaram também da reunião representantes do Mapa, da Seapdr, da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), e de viveiros do Estado.


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