Reunião debate qualificação da assistência técnica no setor ervateiro

Agronegócio

Reunião debate qualificação da assistência técnica no setor ervateiro

Participaram do encontro representantes dos 5 polos do RS
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Uma reunião realizada nesta quinta-feira (04/04), no escritório regional da Emater/RS-Ascar de Lajeado, debateu a qualificação dos serviços de assistência técnica e extensão rural voltados ao setor ervateiro, principalmente no que diz respeito aos aspectos relacionados à certificação da erva-mate, processo que tem participação direta dos técnicos da Emater/RS-Ascar. Participaram do encontro, representantes dos cinco polos ervateiros do Estado: Planalto/Missões, Alto Uruguai, Nordeste Gaúcho, Alto Taquari e Vale do Taquari. 

Hoje são 208 ervateiras em todo o Estado, muitas delas iniciando o processo de certificação. Para o assistente técnico estadual (ATE) em Florestas da Emater/RS-Ascar, Dirceu Luiz Slongo, a Instituição tem condições de ampliar de forma significativa o beneficiamento da erva-mate, agregando valor, especialmente em um momento em que se busca a identificação geográfica das cultivares. Para o ATE, a certificação se torna, assim, uma espécie de pré-requisito. “Especialmente se levarmos em conta que o selo da Emater valoriza não apenas o produto, e sim o processo como um todo”, avalia. 

Para Slongo, um trabalho mais estruturado de certificação representa ganhos não apenas para o produtor, mas também para o consumidor, já que a cada dia se busca a produção da erva-mate baseada em princípios de sustentabilidade. “A intenção é qualificar a produção já existente, sem se preocupar com a expansão da área de produção”, diz. A intenção é que, em cada um dos polos, haja um articulador da atividade. Algum representante que seja capaz de orientar e capacitar os técnicos. “Já está em fase final de elaboração o Manual de Boas Práticas Agrícolas e de Transporte da Erva-Mate, que servirá de base nesse processo”. 

O supervisor da Emater/RS-Ascar, Álvaro Mallmann, salienta que estão previstos cursos de capacitação para agricultores e ervateiros. Mallmann acredita que, com a Chamada Pública da Sustentabilidade, trabalho iniciado recentemente pela Emater/RS-Ascar, a erva-mate passe a ser uma cultura potencial. “A erva-mate é nativa, trabalhada em reservas legais, com possibilidade de manejo mesmo em Áreas de Preservação Permanente (APPs), algo que respeita os conceitos preconizados pelo Código Florestal”, observa. 

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