Reuniões técnicas debatem milho irrigado
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Agronegócio

Reuniões técnicas debatem milho irrigado

As reuniões técnicas ocorrem até quinta-feira (12/07), no auditório da Fepagro, em Porto Alegre
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As palestras realizadas na manhã dessa quarta-feira (11/07), durante a 57ª Reunião Técnica Anual do Milho (RTAM) e a 40ª Reunião Técnica Anual do Sorgo (RTAS), tiveram como foco a disponibilidade hídrica no Estado e sua relação com a produtividade na cultura do milho. As reuniões técnicas ocorrem até quinta-feira (12/07), no auditório da Fepagro, em Porto Alegre.


A programação do segundo dia do evento foi aberta com palestra do engenheiro agrônomo e assistente técnico estadual em Irrigação da Emater/RS-Ascar, José Enoir Daniel, que falou sobre a elaboração de projetos para irrigação, com ênfase nos aspectos legais. Daniel abordou os três programas de irrigação desenvolvidos no Estado: Mais Água, Mais Renda, a cargo da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa); Irrigando a Agricultura Familiar, de responsabilidade da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR); e Irrigação é a Solução, da Secretaria de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento Urbano (SOP). “Podemos aumentar a área irrigada, nos próximos cinco anos, em mais 300 mil hectares no Estado, com possibilidade de reservar um bilhão de m³ de água”, afirmou. Na sequência, o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar elencou os principais gargalos da irrigação no Rio Grande do Sul. “A principal dificuldade encontrada pelos produtores gaúchos está relacionada à qualidade da energia elétrica no meio rural. Não temos potência suficiente para o funcionamento de bombas acima de 3 cv”, frisou.

Outro problema, segundo Daniel, é a resistência por parte de alguns produtores em adotar sistemas de irrigação. “Há um pré-conceito de que é caro irrigar. Irrigar é um investimento que dá garantia de produção e renda para pequena, média e grande propriedade”, destacou. Para Daniel, a disponibilidade de água e as características topográficas do Rio Grande do Sul, o conhecimento técnico, o interesse dos produtores rurais e os incentivos financeiros por parte do Governo estadual devem impulsionar as ações em irrigação no Estado. “O que pode determinar a permanência do agricultor na pequena propriedade”, concluiu o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar.


A segunda palestra, ministrada pelo professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Homero Bergamaschi, foi sobre as necessidades hídricas do milho. Após explicar as características climáticas encontradas no Brasil, em especial nos três Estados da região Sul, Bergamaschi falou sobre os fatores determinantes para se obter uma boa produtividade no milho durante períodos de déficit hídrico. “É indispensável um bom manejo do solo, que aumenta a retenção de água, e o escalonamento da semeadura e dos cultivares. Essas práticas podem amenizar os efeitos durante uma estiagem curta”, afirmou. Para períodos maiores de déficit hídrico, Bergamaschi recomenda que o produtor invista também em sistemas de irrigação. Conforme o professor da UFRGS, se o produtor tiver pouca disponibilidade de água em sua propriedade, deve-se priorizar a irrigação para os períodos considerados críticos durante o ciclo da cultura do milho e, dessa forma, obter uma boa produção. “É na fase de pendoamento e maturação que a planta tem maior necessidade de água”, explica.

O outro palestrante da manhã foi o professor da UFRGS Paulo Régis Ferreira da Silva, que abordou a otimização do uso da água e estratégias para minimizar o estresse por deficiência hídrica no milho. Conforme Ferreira, o milho é fundamental para a sucessão de culturas e para as famílias rurais no Estado, mas a cultura tem perdido espaço para a soja devido ao elevado custo de produção, alta oscilação nos preços pagos aos produtores e falta de investimento em pesquisas. “Fiquei animado em saber que estão sendo disponibilizadas políticas públicas em irrigação para os produtores”, destacou. Assim como Homero Bergamaschi, Ferreira também destacou a importância de o produtor adotar práticas de manejo e a rotação de culturas para garantir a sustentabilidade da produção em períodos de escassez hídrica. Por fim, Ferreira apresentou algumas experiências do cultivo do milho em áreas de arroz irrigado.



Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

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