Rigotto defende salvaguardas para arrozeiros no RS

Agronegócio

Rigotto defende salvaguardas para arrozeiros no RS

Os produtores de arroz vem enfrentando concorrência desleal com o produto importado do Mercosul
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Em ato nesta sexta-feira (29-04), no município de Alegrete, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, o governador Germano Rigotto defendeu a adoção de salvaguardas, pelo governo federal, que beneficiem os produtores de arroz, que vem enfrentando concorrência desleal com o produto importado da Argentina e do Uruguai. Rigotto adiantou que está prevista para a próxima semana uma visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Estado, e que pretende discutir o assunto juntamente com os arrozeiros.

Caso a vinda do presidente não se confirme, o governador se prontificou para marcar uma audiência, em Brasília, que reuniria Lula, o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e os produtores. "Precisamos de compensações mais fortes para que a orizicultura realmente tenha força nesta região, já que é uma cultura tradicional daqui", disse Rigotto, ao ressaltar que os agricultores precisam de um preço mínimo superior aos custos de produção, o que não ocorre hoje.

Segundo o governador gaúcho, tanto o ministro quanto o presidente se mostraram favoráveis a novas medidas de compensação. "A pecuária também é uma vocação da região ao lado da orizicultura. Essas vocações tem de ser fortalecidas, e para isso, é preciso que haja um preço mínimo, que cubra o custo de produção e determine algum ganho", ressaltou Rigotto, durante ato realizado no Parque de Exposições Lauro Dornelles.

O presidente da Federação dos Arrozeiros do RS (Federarroz), Valter José Pötter, solicitou ao governador a isenção de ICMS para o arroz que está no programa de leilões de Prêmio de Risco de Opções Privadas, do Ministério da Agricultura. Segundo o dirigente, isso afetaria de 5% a 6% do total de volume comercializado, índice considerado baixo, mas suficiente para incrementar a comercialização do produto.

Rigotto vai encaminhar o pleito imediatamente à Secretaria da Fazenda para analisar o impacto financeiro dessa medida. Pötter também está reivindicando que balanças móveis sejam utilizadas para pesar o arroz que entra no país vindo do Uruguai e da Argentina.


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