RJ passa a movimentar fertilizantes
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Imagem: Marcel Oliveira
MERCADO

RJ passa a movimentar fertilizantes

O estado era o único da costa nacional que ainda não realizava este tipo de movimentação
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O Porto do Açu colocou o Rio de Janeiro no mapa do mercado de fertilizantes no Brasil. O estado era o único da costa nacional do Rio Grande do Sul até a Bahia que ainda não realizava este tipo de movimentação em navios granel. A primeira movimentação foi realizada via Terminal Multicargas e importou 25 mil toneladas de cloreto de potássio (KCL) para o interior do estado de Minas Gerais.

Com origem em São Petersburgo, na Rússia, o navio MV PALEKH aportou no Açu em 23 de setembro. A operação foi possível devido à recente expansão do T-MULT, com a instalação de um novo armazém coberto. Apenas no primeiro ano de contrato, a expectativa é que 150 mil toneladas de fertilizantes sejam escoadas por este terminal, que possibilitará a conexão global do estado do Rio com os produtores destes insumos, principalmente para os estados que não possuem acesso ao mar, como Minas Gerais.

"Fora da temporada de importação de fertilizantes, há também a possibilidade de estocar e movimentar outros tipos de produtos, como graneis sólidos agrícolas e minerais. Montamos dois galpões lonados, com área de 6 mil metros quadrados e capacidade para armazenar 25 mil toneladas de insumos por mês", explica João Braz, diretor de Terminais e Logística do Porto do Açu.

O Brasil importa cerca de 80% dos fertilizantes que consome localmente. Com este serviço no portfólio, o Porto do Açu busca atender a demanda interna, principalmente o mercado de Minas Gerais, nas regiões leste, sul e centro do estado, onde há uma grande base de distribuidoras instaladas.

Este projeto é considerado o embrião para a fase de industrialização do Porto do Açu no setor petroquímico, que será consolidada com a atração de indústrias para este fértil ambiente de negócios do Norte Fluminense. O plano de ampliação do T-MULT, previsto para os próximos cinco anos, inclui aumento do cais e do pátio para granéis, a construção de um pátio dedicado a cargas gerais e contêineres e novos galpões para armazenamento.

Com atividades iniciadas em 2014, o porto privado tem grande vocação para o segmento de oléo e gás devido à sua localização estratégica próximo às principais bacias offshore do país e movimenta petróleo, minério de ferro, carvão, coque, bauxita, carga geral e de projetos, entre outros. Com 130 km² de área, sendo 40 km² de reserva ambiental, o empreendimento conta atualmente com 14 empresas instaladas. Localiza-se em São João da Barra, no Norte Fluminense.


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