Robusta tipo 6 e 7/8 valoriza mais de 10% em novembro
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Agronegócio

Robusta tipo 6 e 7/8 valoriza mais de 10% em novembro

Na Bolsa de Londres, o contrato fechou o dia 30 a US$ 1.961,00/t
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Por Equipe Café CEPEA/ESALQ: Margarete Boteon, Caroline Lorenzi, Thiara Venancio e Mayra Viana

Confira os relatórios de NOVEMBRO/11 sobre o mercado de café robusta, que inclui os Indicadores CEPEA/ESALQ da variedade

Em novembro, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 acima teve média de R$ 269,29/saca de 60 kg, forte alta de 10,3% em relação à de outubro. Para o tipo 7/8 bica corrida, a média mensal foi de R$ 258,77/saca de 60 kg, expressivo aumento de 10,8% no mesmo período. Na Bolsa de Londres (Euronext Liffe), o contrato com vencimento em janeiro fechou o dia 30 de novembro a US$ 1.961,00/tonelada, avanço de 4,4% em relação ao dia 1º.
 
Preço do robusta segue subindo com força
 
Os preços do café robusta atingiram valores recordes (em termos nominais) no mercado brasileiro em novembro, mesmo com a safra 2011/12 do Espírito Santo, principal produtor da variedade, tendo sido a maior da história. A
demanda firme, principalmente por parte das torrefadoras nacionais, e a postura retraída dos vendedores impulsionaram as cotações.

Muitos produtores estão capitalizados, podendo, então, administrar as vendas dos lotes remanescentes. Agentes consultados pelo Cepea estimam que entre 60% e 70% da safra 2011/12 de robusta capixaba havia sido comercializada até final de novembro.
 
Em Rondônia, os preços também registraram aumentos devido à demanda firme e à retração vendedora. A média de novembro para o tipo 7/8 bica corrida – a retirar no estado – foi de R$ 243,54/saca, 10,6% maior que a de outubro e
forte aumento de 46,6% em relação a novembro de 2010, que foi de R$ 166,11/saca.

Muitos colaboradores do Cepea acreditam que os preços devem se manter elevados até o final deste ano. Já para o primeiro semestre de 2012, as expectativas são de que as cotações da variedade recuem, influenciadas pela maior
disponibilidade de café do Vietnã e pela entrada da safra brasileira 2012/13.

A pressão exercida pelo início da safra do Vietnã sobre as cotações internacionais, no entanto, pode ser limitada pelo recuo da produção e exportação daquele país, devido ao excesso de chuvas. Com isso, os preços no físico brasileiro ainda poderão seguir em patamares acima dos de anos anteriores. De acordo com a Associação de Café e Cacau do
Vietnã (Vicofa), as exportações daquele país podem recuar 14,1% na safra 2011/12, limitando-se a cerca de 18,3 milhões de sacas, frente às 21,3 milhões exportadas na temporada passada (2010/11). Somente em outubro, o recuo nos embarques pode ter atingido 47,4%, segundo o Escritório Geral de Estatísticas do Governo vietnamita.

A produção daquele país pode se limitar a 18 milhões de sacas, segundo dados da Vicofa. Algumas notícias, contudo, apontavam para produção de até 23 milhões de sacas. As divergências surgem em função dos impactos das fortes chuvas que atingiram o país em outubro. Até meados de novembro, ainda era cedo para se afirmar quais foram os danos reais à produção, já que a colheita no país ainda não tinha ganhado ritmo. Notícias apontam que, até meados de novembro, cerca 4 milhões de sacas haviam sido colhidas.

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