RS: altas temperaturas aceleram maturação e colheita do milho

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RS: altas temperaturas aceleram maturação e colheita do milho

Muitas lavouras no Estado estão superando a expectativa de produtividade média de 6,8 mil kg/ha
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As condições climáticas predominantes da semana anterior de tempo seco, altas temperaturas e forte radiação solar, aceleraram a maturação fisiológica e colheita do milho, que já foi realizada em 28% da área implantada em todo o Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (07/02), assim é possível a colheita de grãos com uma umidade adequada que proporciona melhor debulha das espigas e maior rendimento da colheita. Por outro lado, as mesmas condições de temperatura aceleram a evapotranspiração, que de forma isolada, faz manifestar sintomas de estresse hídrico, amenizado pelas chuvas do decorrer da semana.

A colheita avança rapidamente nesse período, em paralelo ao segundo plantio da safra 2018-2019. No norte do Estado, a cultura alcança até 80% de milho colhido; na Campanha, 80% da cultura encontra-se em estado vegetativo. A produtividade das lavouras continua boa, com exceção daquelas cultivadas em áreas que estavam prontas para a colheita e foram afetadas pela enchente na Fronteira Oeste, região em que haverá perda da qualidade no milho, apresentando grãos ardidos, mofados e germinados na espiga.

Muitas lavouras no Estado estão superando a expectativa de produtividade média de 6,8 mil kg/ha no Estado, com relatos de que na Fronteira Noroeste e Missões há lavouras de milho sequeiro produzindo até 9 mil kg/há. E lavouras irrigadas com produtividade acima de 12 mil kg/ha, o que caracteriza uma grande safra.

A cultura da soja no Rio Grande do Sul apresenta-se em estágio reprodutivo, com pouco mais da metade das lavouras (52%) em enchimento de grãos e 37% em floração. As lavouras apresentam bom desenvolvimento, com exceção das áreas que foram alagadas em janeiro.

A cultura do arroz no Estado apresenta-se na fase majoritária de floração (37%) e de enchimento de grãos (32%), além de já apresentar início de colheita em algumas lavouras da Fronteira Oeste, nos municípios de São Borja e Itaqui, mas que ainda não chega a 1% da área estimada para o Estado.
A maior safra do Estado de feijão primeira safra continua em período de colheita, com 72% da área já colhida. Essa fase de colheita atinge todas as zonas de produção de feijão e se encaminha para o seu final. E segue em andamento o plantio da lavoura do feijão de segunda safra, sendo que as primeiras lavouras semeadas já se encontram em desenvolvimento inicial e a maioria encontra-se em fase de implantação. Essas áreas de safrinha vêm sendo beneficiadas pelas chuvas de janeiro, apresentando uma boa população de plantas e desenvolvimento vegetativo muito bom, sem presença de pragas.

A disponibilidade de produtos nas hortas domésticas diminuiu em decorrência do calor nas regiões das Missões e Fronteira Noroeste. Produtores estão aumentando o uso de telas protetoras e também intensificam o fornecimento de água, através de irrigação. Há oferta de repolho, couve, cenoura, alface, beterraba, rúcula, produtos originados em áreas protegidas. Segue em andamento a colheita de pepinos e tomate. Nas áreas de hidroponia, os sistemas também estão sendo um pouco prejudicados em função do aumento da temperatura da água da solução.

O comportamento do clima, no geral, continua sendo benéfico para desenvolvimento dos campos nativos e das pastagens cultivadas no Estado. Isto resulta em uma generosa oferta de massa verde, que proporciona aos animais boas condições alimentares e nutricionais.

Nas diversas regiões, os bovinos de corte apresentam boa condição corporal e sanitária. Favorecidas pela boa disponibilidade de pasto, as diversas categorias dos rebanhos mantêm o ganho de peso. No manejo sanitário, destacam-se os cuidados para controle de parasitos internos (vermes) e externos (carrapatos, bicheiras, bernes, mosca-do-chifre).

Bem alimentados pela boa produção de forragem dos campos, os rebanhos ovinos, nas diversas regiões, apresentam boa condição física. No aspecto sanitário, a condição é boa, no geral, mediante controle estratégico de verminoses e combate a parasitos externos como sarna, piolho e miíases. O período de encarneiramento é destaque no manejo reprodutivo.

Durante a semana, houve menor atividade nas colmeias em função da redução de floradas e, em algumas áreas, do excesso de chuvas. Segue a captura de novos enxames para a safra de outono. Os açudes apresentam um bom nível de água, e as temperaturas têm sido favoráveis para as boas condições alimentares e o desenvolvimento dos peixes.

 


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