RS: Câmara da Cadeia Produtiva da Apicultura debate o monitoramento de abelhas
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Imagem: Pixabay
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RS: Câmara da Cadeia Produtiva da Apicultura debate o monitoramento de abelhas

“Sistema de Informação e Monitoramento de Abelhas do RS: SIM-Abelhas” foi apresentado e debatido nesta quinta-feira (10)
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“Sistema de Informação e Monitoramento de Abelhas do RS: SIM-Abelhas” foi apresentado e debatido nesta quinta-feira (10) durante reunião virtual da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Apicultura da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr). A professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Betina Blochtein, e o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Aroni Sattler, falaram sobre a importância de pensar na conservação da biodiversidade como um todo no Rio Grande do Sul. A condução do evento foi do coordenador da Câmara, Aldo dos Santos. 

Betina mostrou o projeto feito em conjunto com diversas entidades, que tem previsão de ser executado em até 5 anos. De acordo com a bióloga, o monitoramento será feito em quatro polos do Rio Grande do Sul: Depressão Central (Eldorado do Sul, Estrela e São Gabriel), Noroeste (Ijuí e Cerro Largo), Nordeste (Vacaria, Cambará do Sul e São Francisco de Paula) e Sul (Pelotas). 

São eixos temáticos: Monitoramento de colmeias-sentinela (apiários/meliponários fixos e apicultura migratória), e de abelhas silvestres e SOS –abelhas; Sistema de Informação, monitoramento e difusão do conhecimento sobre abelhas do RS; Políticas públicas – diálogo entre os setores envolvidos e medidas  de proteção a polinizadores. “É preciso políticas públicas para evitar a mortandade de abelhas no Estado”, destacou Betina. 

A pesquisadora acrescentou que algumas colmeias de abelhas serão monitoradas em tempo real. “E amostras de material das colmeias serão coletadas várias vezes ao longo do ano, a fim de controlar resíduos de agrotóxicos e também a presença de parasitas ou doenças nas abelhas”. 

O engenheiro agrônomo Sattler abordou a apicultura migratória e ressaltou a importância de fazer o monitoramento das abelhas no Estado. Conforme o pesquisador, há quatro pontos estratégicos para o monitoramento: Vacaria, Colorado, Cambará do Sul e Eldorado do Sul. “Em Cambará do Sul, por exemplo, há uma área com reservas ambientais e um bioma especial. E em Colorado, nas culturas de inverno, o uso de defensivos agrícolas dentro dos pomares é ruim para o serviço de polinização”. 

Por sua vez, o promotor de justiça de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre do Ministério Público, Alexandre Saltz, afirmou ser importante buscar soluções de gestão para o uso equilibrado de defensivos agrícolas, entre eles o fipronil, que não é cadastrado no Rio Grande do Sul. “Sugiro a criação de um grupo de trabalho para debater o assunto”. 

Segundo Saltz, o projeto SIM-Abelhas é uma alternativa para superar os problemas da má aplicação dos agrotóxicos. “O trabalho trará informações claras para que a fiscalização atue imediatamente. Se temos que conviver com o uso de herbicidas, então precisamos estabelecer regras mínimas e ter políticas públicas para nos auxiliar”. 

Outro ponto discutido durante o encontro foi a avaliação da safra de mel 2020 e impactos da Covid-19 no consumo. O presidente da Federação Apícola do Rio Grande do Sul (Fargs), Anselmo Kuhn, comemorou a alta nos produtos como mel e própolis durante a pandemia do novo coronavírus. “Os preços dos produtos aumentaram devido à grande procura. Nossas expectativas para o setor são as melhores possíveis”, disse com alegria.

De acordo com a presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel), Andresa Berreta, em 2020, o Brasil exportou 25.581 toneladas de mel, sendo 78% para os Estados Unidos. “No total, tivemos 58 milhões de dólares gerados com a exportação do produto. Só para os Estados Unidos, foram 38 milhões de dólares”. Ela contou que, depois do país norte-americano, as melhores exportações são para a Alemanha e Austrália. 

Durante a reunião, também foi apresentado o Plano de Fortalecimento da Cadeia Produtiva da Apicultura e da Meliponicultura do Estado de São Paulo pelo presidente da Câmara Setorial de Apicultura do estado, Carlos Pamplona Rehder. “É um plano que avalia a saúde das abelhas. Se elas têm doenças e se as colmeias têm algum tipo de contaminação. A equipe faz coleta da mortandade dos animais”. Segundo Rehder, hoje são 129 mil colmeias registradas no estado de São Paulo.


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