RS: hortas comunitárias garantem alimentação de famílias do Vale dos Sinos
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Imagem: Marcel Oliveira
AGRICULTURA

RS: hortas comunitárias garantem alimentação de famílias do Vale dos Sinos

As hortas comunitárias são importantes ferramentas para garantir a segurança e soberania alimentar das famílias
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As hortas comunitárias são importantes ferramentas para garantir a segurança e soberania alimentar das famílias, além de serem um espaço de convivência, socialização e troca de experiências entre os que participam ativamente delas. É por estes fatores que a Emater/RS-Ascar têm ações estruturadas em muitos municípios incentivando, estruturando e ajudando a construir e manter hortas comunitárias e escolares. Com a pandemia do novo coronavírus, muitos cuidados foram implementados e, de forma escalonada e mantendo um protocolo de saúde que é acompanhado pelos governos municipais, as atividades vêm sendo mantidas justamente para garantir alimento na mesa de muitas pessoas.

"Diante do momento que vivemos, de distanciamento social e de diversas dificuldades de acesso, financeiras, sociais, dentre outras, ter a oportunidade de manejar um espaço 'vivo', de poder colher alimentos, seja no quintal de casa ou em hortas comunitárias, é de grande valia", ressalta o extensionista da Emater/RS-Ascar em Sapucaia do Sul, Robson Pereira. Uma alimentação saudável e rica em nutrientes é fundamental para a manutenção da saúde e de extrema importância no fortalecimento do sistema imunológico do ser humano.

Em Sapucaia do Sul e Esteio, a Emater/RS-Ascar atua fortemente incentivando a agricultura em espaços urbanos, pois os municípios possuem características muito similares e a agricultura urbana está presente em ambos, seja de forma individual, em pequenos terrenos e pátios, ou na forma coletiva, através das hortas comunitárias.

Em Sapucaia do Sul as hortas comunitárias são uma iniciativa da Prefeitura Municipal e Emater/RS-Ascar. Existem seis em funcionamento, que beficiam cerca de 70 famílias, muitas delas que vivem em condições de vulnerabilidade social, na periferia da cidade e têm sido bastante afetadas pelas consequências da pandemia.

O excedente produzido pode ser comercializado para os vizinhos e moradores do bairro, evitando que essas pessoas precisem se deslocar para adquirir esses produtos em locais fechados e com aglomeração de pessoas. E há ainda um espaço na Horta Comunitária Terra Nova, onde os agricultores urbanos colocam alimentos sobre uma bancada para doação aos usuários da Estratégia de Saúde da Família, situada ao lado da horta.

Já em Esteio, existem alguns projetos em andamento e uma horta, que é comunitária e escolar no bairro Três Marias. A horta é manejada pela comunidade e os "frutos" do que é produzido são designados principalmente para a alimentação dos escolares, mas também para consumo da comunidade. Na situação atual, por se tratar de uma horta que fica dentro da escola, a comunidade está sem acesso, em respeito aos decretos estaduais e municipais. No entanto a comunidade que participa da horta segue cultivando no espaço de suas casas para o consumo próprio e por ser uma atividade que os revigora, principalmente neste momento de pandemia.

Nestes municípios, em vários anos de acompanhamento dos extensionistas da Emater/RS-Ascar, o impacto na vida da comunidade que cuida da horta é perceptível em relação à socialização (apesar de um pouco afetada pela pandemia na atualidade), o acesso a alimentos produzidos por elas mesmas e sem o uso de agroquímicos, o que contribui para uma alimentação mais variada com a adição de hortigranjeiros e uma vida mais saudável.
 


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