RS: prefeito de Mato Leitão assina decreto de emergência por causa da estiagem
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Imagem: Divulgação
ESTIAGEM

RS: prefeito de Mato Leitão assina decreto de emergência por causa da estiagem

Reunião realizada na quinta-feira analisou a situação do município em razão da falta de chuva
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Em reunião realizada na Prefeitura , no fim da manhã de ontem, o prefeito Carlos Alberto Bohn assinou o decreto 4.814, que declara situação de emergência em Mato Leitão por causa da estiagem. A falta de chuva regular, aliada com as altas temperaturas das últimas semanas, causam grande prejuízo para a safra agrícola e risco de problemas com o abastecimento de água.

O momento foi analisado durante encontro entre o prefeito, o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, João Carlos Machry, o chefe do escritório local da Emater, Claudiomiro da Silva de Oliveira, o assessor de gabinete, Evandro Lenhart, e o coordenador da Defesa Civil, Gilberto Carlos Pfeifer. O decreto, que terá validade de 180 dias, será remetido para avaliação e homologação junto aos governos estadual e federal.

Conforme levantamentos realizados, a estiagem atinge, neste momento, 469 famílias de produtores rurais, com forte impacto negativo sobre a agricultura familiar. Em caso de homologação do decreto, a Prefeitura poderá encaminhar medidas para auxiliar, especialmente, os produtores, como renegociação de dívidas do Pronaf e Proagro.

Agricultura

O prejuízo no setor primário ultrapassa R$ 14,9 milhões. Foram afetadas as culturas de milho (grão e silagem), soja, pastagens, produção de leite, bovinos de corte, tabaco e ainda hortaliças. A Patrulha Agrícola registrou um acréscimo no número de fechamento se silos, onde os agricultores tentam minimizar as perdas com a silagem.

Foram fechados 96 silos até o momento, sendo que no mesmo período do ano passado o número chegou a 67. As equipes estão de prontidão para auxiliar os agricultores com serviços de máquinas para abertura e limpeza de bebedouros e com o transporte de água para consumo animal.

Social

Várias propriedades voltadas à agricultura familiar estão sendo afetadas pela estiagem. Com a perda da produção, destinadas especialmente para a merenda escolar e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), as famílias terão dificuldade para garantir as necessidades básicas e cumprimento das obrigações financeiras.

Outra situação apontada pela Secretaria de Assistência Social, é a fonte de renda para muitas pessoas que dependem do trabalho realizado em propriedades, atuando como diaristas/tarefeiros. O poder público já atendeu, neste ano, 455 famílias com o auxílio-alimentação (49 em outubro, novembro com 53 e em dezembro, até o momento, 40).


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