RS: Venâncio cai para sexto lugar no ranking de produção de tabaco
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Imagem: Marcel Oliveira
FUMICULTURA

RS: Venâncio cai para sexto lugar no ranking de produção de tabaco

Queda está relacionada ao período de chuvas nos meses de outubro e novembro
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A Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) finalizou na sexta-feira, 9, os números referentes à safra de tabaco 2019/2020. O ciclo fecha em 633.021 toneladas. Neste ano, a cultura agrícola de maior representatividade econômica para Venâncio Aires cai de segundo para sexto lugar, após três anos consecutivos ocupando o segundo lugar no ranking de produção de tabaco do país.

A queda é de 21% em relação ao ano anterior. Nesta safra foram produzidos 15.328 toneladas no município. Na safra anterior, 2018/2019, foram 19.342. Com isso, o ranking dos municípios com maior produção de tabaco, nos três estados do Sul do Brasil, mudou.

“Por muitos anos, Venâncio Aires foi o maior produtor; aí passou para Canguçu/RS. Nesta safra, o maior produtor é São João do Triunfo/PR, seguido por Canguçu, Itaiópolis/SC, Rio Azul/PR, Canoinhas/SC, Venâncio Aires, São Lourenço do Sul/RS, Ipiranga/PR, Santa Terezinha/SC e Prudentópolis/PR”, enumera o presidente da Afubra, Benício Albano Werner, ao destacar a excelente produtividade dos fumicultores de São João do Triunfo, que alcançaram 2.347 quilos por hectare.

Em Venâncio foram 1.911 quilos por hectare, uma diminuição de mais de 380 em relação à safra passada, quando a média era de 2.300 quilos por hectare. “Quebra de safra se dá com alto período de chuva na época em que a folha precisa pegar peso. E foi o que aconteceu. Na nossa região choveu muito em outubro e novembro, meses fundamentais para o tabaco pegar peso”, explica Werner.

O presidente da entidade também cita que o município de São João do Triunfo no Paraná teve perda de qualidade. “Lá não tivemos problema com o peso, o tabaco conseguiu se desenvolver bem. Mas com a estiagem tivemos perda na qualidade.”

Produção

A produção, nos três estados do Sul do Brasil, fechou em 633.021 toneladas, sendo 564.962 toneladas na variedade Virgínia, 58.912 no Burley e 9.147 na variedade Comum. Comparada com a safra 2018/2019, que finalizou com 664.355 toneladas, houve redução de 4,8% no Virgínia e 9,5% no Burley e aumento de 7,3% na variedade Comum.

Já a produtividade teve queda apenas no Rio Grande do Sul, na variedade Virgínia que, na safra 2018/2019, era de 2.244 kg/ha, na 2019/2020 caiu para 1.895 kg/ha (-15,6%). Também no estado gaúcho, na variedade Burley, houve aumento de 7,2%, passando de 1.971 kg/ha para 2.113 kg/ha. Os produtores catarinenses tiveram incremento de produtividade nas duas variedades: Virgínia, passando de 2.320 kg/ha para 2.456 kg/ha (5,9%), e no Burley, de 2.116 kg/ha para 2.146 kg/há (1,4%). No Paraná, também houve aumento: no Virgínia, de 2.194 kg/ha para 2.336 kg/ha (6,5%), e no Burley, de 2.167 kg/ha para 2.346 kg/ha (8,3%).

Preço

Com referência ao preço médio praticado na safra 2019/2020, Werner destaca que foi um ano ruim para os fumicultores. “O reajuste nas tabelas das empresas fumageiras ficou entre 2 a 4%. Porém, na esteira, no momento da comercialização, numa média dos três Estados do Sul do Brasil, o preço praticado ficou em R$ 8,86 por quilo, ou seja, um aumento de apenas 0,34% em relação ao preço médio praticado na safra passada (R$ 8,83). Na variedade Virgínia, que responde por 564.962 toneladas, o preço médio ficou em R$ 8,98, um aumento de 0,64%, pois, na safra passada, o preço médio ficou em R$ 8,92 por quilo. Isso trouxe um prejuízo considerável aos fumicultores”.


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