RS lança Expointer com otimismo, mas sem Yeda

Agronegócio

RS lança Expointer com otimismo, mas sem Yeda

Secretário da Agricultura, João Carlos Machado, espera manter negócios de R$ 383,5 milhões
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Com queima de fogos, todos os 239 espaços locados e sem a governadora Yeda Crusius, foi lançada ontem, em Esteio, a Expointer 2009, que ocorrerá de 29 de agosto a 6 de setembro, no parque Assis Brasil. Envolvida em reuniões internas no Palácio Piratini, Yeda mandou uma breve mensagem, de pouco mais de um minuto, gravada na segunda-feira e exibida em telões, na qual fala sobre as obras de R$ 2,2 milhões no parque, deseja boa sorte e projeta público de 750 mil pessoas. Nos bastidores, era visível o constrangimento com sua ausência, já que a solenidade geralmente é prestigiada pelos governadores. Sem Yeda, coube ao secretário da Agricultura, João Carlos Machado, traçar sozinho as perspectivas para a mostra, que enfrenta o fantasma da gripe A. O secretário não acredita que a doença reduza o público da mostra, pois a maioria dos eventos ocorre ao ar livre. E acrescentou que todo os cuidados foram tomados para evitar a propagação do vírus, como a instalação de 50 pias com sabão líquido e toalhas descartáveis e 300 dispensadores de álcool gel. 'A Expointer é uma paixão dos gaúchos e ocorre em ambiente arejado.' A gripe A também pode reduzir o número de 6.137 animais inscritos. A decisão sobre a participação dos suínos adultos na feira será tomada na próxima semana por técnicos do Ministério e da Secretaria da Agricultura. O ministério teme pelo contágio dos animais.

Em discurso forte, o diretor administrativo da Farsul, Francisco Schardong, enfatizou que estará ao lado do governo para que os acertos superem os problemas e a feira seja um sucesso. 'Para a Farsul, parceria tem que ter ônus e bônus.'

Machado projetou a manutenção dos negócios de 2008, que somaram R$ 383,5 milhões. Contudo, no setor de máquinas, com os 116 espaços locados por indústrias e 30 na fila de espera, a intenção é superar os R$ 370 milhões em propostas encaminhadas aos bancos. Entre os fatores citados pelo presidente do Simers, Claudio Bier, estão a inclusão dos produtores em um fundo garantidor que dará lastro a negócios e o Mais Alimentos. Na opinião do presidente da Fetag, Elton Weber, essa expectativa pode ser frustrada já que parte da demanda por tratores foi atendida nos últimos 12 meses e a reclassificação de risco nos bancos tem sido insuficiente para acessar novos créditos.


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