RS terá calor e chuva expressiva nos próximos dias
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Imagem: Pixabay
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RS terá calor e chuva expressiva nos próximos dias

Algumas regiões do estado já vivem estiagem que afeta culturas como milho e soja
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Os próximos sete dias terão calor e chuva expressiva no Rio Grande do Sul, de acordo com o Boletim Integrado Agrometeorológico 50/2021, elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), a Emater/RS-Ascar e o Irga. 

Na quinta (16) e sexta-feira (17), o tempo seco e quente seguirá predominando na maioria das regiões. Porém, a circulação de umidade do mar para o continente poderá provocar chuvas fracas e isoladas na Zona Sul, Litoral, Região Metropolitana e na Serra do Nordeste. No sábado (18) e domingo (19), a presença do ar seco manterá o tempo firme, com sol, nebulosidade variável e temperaturas elevadas, que superarão 35°C na maioria das regiões e poderão alcançar 40°C na Fronteira Oeste e Missões.

Entre segunda (20) e terça-feira (21), o deslocamento de uma área de baixa pressão favorecerá a ocorrência de chuva em todo o Estado, com possibilidade de temporais isolados. Na quarta-feira (22), ainda ocorrerão pancadas de chuva nos setores Leste e Nordeste, mas o ingresso de ar seco afastará a nebulosidade e garantirá o tempo firme, com temperaturas amenas em todas as regiões.

Os totais previstos deverão oscilar entre 15 e 35 mm na maioria das localidades do Rio Grande do Sul. Nas faixas Leste e Norte, Serra do Nordeste e nos Vales do Taquari e Rio Pardo, os volumes oscilarão entre 35 e 50 mm.

O documento também aborda a situação atual das culturas de soja, milho, feijão e arroz. O cenário climático não favoreceu os cultivos em implantação, tampouco o consolidado devido à ausência de umidade no solo afetar o desenvolvimento das culturas e praticamente paralisar a semeadura e os tratos culturais.

Soja

O plantio da soja avançou pouco no Estado e está em 88% da área prevista, com atividades apenas onde ainda havia alguma umidade. Na regional da Emater/RS de Soledade, a restrição hídrica é generalizada. Nas lavouras há dificuldades para o desenvolvimento da cultura; por conta de solos com baixo teor de umidade e temperaturas elevadas (acima de 30°C), o crescimento das plantas foi estagnado. Na regional de Santa Rosa, áreas recentemente implantadas têm emergência razoável de plantas, sendo que aproximadamente 10% das sementes não germinaram ou sofreram interrupção do processo em função da deficiência hídrica. Nas lavouras implantadas anteriormente, a condição ainda é boa para o desenvolvimento das plantas cujo sistema radicular já havia se desenvolvido. Nas regionais de Ijuí e Frederico Westphalen, a semeadura foi paralisada. A emergência de lavouras é irregular, conferindo aspecto visual de baixo estande. Nas implantadas, observa-se encurtamento dos entrenós e folhas com tamanho reduzido. Produtores têm dificuldades em quantificar a necessidade de replantio à medida que se esgota o período ideal.

Milho

O tempo predominantemente seco no Estado, condição que vem se acentuando desde a segunda quinzena de outubro e resultando em efeitos negativos à cultura do milho. Os baixos volumes de chuvas ocorridos em algumas localidades não chegaram a alterar o cenário. As condições do tempo têm acelerado o ciclo da cultura, e em 7% dos cultivos já ocorre a maturação. Nas regionais da Emater/RS-Ascar de Bagé e Caxias do Sul, é distinto o comportamento dos cultivos. Na Fronteira Oeste são sentidos fortemente os efeitos da estiagem. Em São Borja, as lavouras estão com murchamento das folhas. Em algumas localidades produtores já consideram perdida a produção de grãos e aproveitam a palha para forragear animais. Na Campanha, a semeadura apresentou pequeno avanço até 07/12, nas áreas de várzea. O tempo seco impediu a aplicação de fertilizantes nitrogenados nas lavouras em estágio de três a seis folhas. Além disso, a aplicação de herbicidas para controle de ervas daninhas ficou limitada à ocorrência de ventos. Nas lavouras já estabelecidas, o potencial produtivo é satisfatório,
considerando o estande de plantas adequado, a disponibilidade de umidade suficiente na zona radicular
e as baixas temperaturas noturnas.

Na regional de Caxias do Sul, as lavouras na Serra apresentam perdas irreversíveis, pois as condições de tempo seco afetam as que se encontram em floração e formação de grãos, período crítico à falta de água. Já nas Hortênsias e nos Campos de Cima da Serra, a situação é um pouco mais tranquila, porque as chuvas são mais frequentes e volumosas, mantendo as lavouras com bom desenvolvimento na maioria das localidades. Os cultivos de milho que não dispõem de irrigação seguem acumulando perdas devido à falta de chuvas nas regionais de Ijuí, Santa Rosa, Erechim, Passo Fundo, Frederico Westphalen, Pelotas, Porto Alegre, Soledade e Santa Maria. Com a prolongação do período seco, aliado ao calor e à baixa umidade do ar, as plantas estão com desenvolvimento paralisado, aumento do murchamento de folhas, do caule, das espigas e dos grãos, com acelerada senescência de folhas. Produtores eliminam os cultivos com danos irreversíveis ou os destinam à confecção de silagem para a alimentação animal. Plantas sem problemas fitossanitários expressivos.

Arroz

Na regional de Bagé, o tempo colabora com o desenvolvimento excelente das lavouras de arroz, cultivos têm boa sanidade. A ausência de chuvas tem diminuído os mananciais, dificultando a manutenção da lâmina da água devido ao aumento da evaporação e aos solos extremamente secos. Na Campanha, o desenvolvimento das lavouras continua satisfatório. Na de Pelotas, lavouras apresentam bom estande de plantas, bom desenvolvimento, sem problemas fitossanitários. O tempo quente e seco tem acelerado o desenvolvimento do arroz. Na de Soledade, continua o manejo da lâmina de água; a falta de chuva reduz significativamente o nível de água dos rios e reservatórios, preocupando os orizicultores que já começam a racionar o uso da água.

Feijão

Nas regionais da Emater/RS-Ascar de Ijuí, Soledade, Santa Maria, Porto Alegre, Erechim e Frederico Westphalen, a qualidade do feijão já começa a ficar comprometida devido à falta de umidade no solo. Os danos são causados pela escassez hídrica principalmente nas lavouras em florescimento e enchimento de grãos, que apresentam elevada queda de flores e de vagens pequenas; nas em maturação, o ciclo acelerou; nas em desenvolvimento vegetativo, o desempenho reduziu. Lavouras em
maturação evidenciam redução na produtividade. O manejo fitossanitário começa a exigir mais atenção
devido a doenças como antracnose.


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