Sadia quer faturar R$ 10 bilhões em 2006

Agronegócio

Sadia quer faturar R$ 10 bilhões em 2006

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A Sadia S.A. pretende faturar R$ 10 bilhões em 2006, receita 43% maior que a deste ano, projetada em R$ 7 bilhões. Para atingir a meta, a empresa está investindo R$ 500 milhões no aumento de suas linhas de produção - que devem crescer 10% - e na construção de uma nova unidade em Uberlândia (MG). Além disso, a Sadia pretende ampliar as exportações de produtos de maior valor agregado, como os industrializados, que hoje respondem por apenas 14% das remessas ao exterior.

Em 2004, o faturamento da empresa deve se situar próximo a R$ 7 bilhões, o que representa um aumento de 20% sobre o ano anterior. O bom desempenho da Sadia é fruto do aumento de 10% do volume comercializado no mercado interno e de 40% nas exportações. Ao final do ano, a Sadia vai embarcar US$ 1,2 bilhão para o exterior, um incremento de 40% em relação ao ano anterior, quando a receita foi de US$ 850 milhões. Para 2005, a meta é crescer pelo menos 10%, com foco na diversificação das vendas - antes dependentes da Rússia, que decretou embargo em razão de um caso de aftosa no Amazonas. A Sadia preten-de ampliar as exportações para a Coréia do Sul, Malásia, Irã e Egito. Para a China, segundo o diretor de Relações Internacionais da Sadia, José Augusto Lima de Sá, a meta é enviar aves em até três meses. Os bons resultados de 2004 têm se refletido também nas vendas de final de ano, que tendem a crescer 10% sobre 2003.

A ampliação de mercados depende também de acordos sanitários. Por isso, a empresa apoia o setor, que pretende sugerir ao governo o desmembramento do Circuito Pecuário Sul. Com isso, o setor poderá solicitar à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) o reconhecimento de Santa Catarina como área livre de aftosa sem vacinação. Dessa forma, o estado poderá exportar para os exigentes mer-

Investimentos:

O presidente da empresa, Walter Fontana Filho, destaca que os resultados futuros dependem dos investimentos a serem feitos. Em 2005, a Sadia aplicará R$ 500 milhões na construção de uma unidade em Uberlândia (MG) e na ampliação de suas linhas de produção das demais unidades. Com isso, espera aumentar a produção em 10% no ano seguinte. Atualmente, 85% da capacidade instalada está sendo utilizada.

Nos planos futuros da empresa, a longo prazo, estão a construção de um novo complexo agroindustrial, que poderia se instalar em algum estado do Centro-Oeste. A entrada fortemente na região começa com uma parceria com a Só Frango, de Brasília, para atender à crescente demanda do Oriente Médio, que responde 25% a 30% das vendas externas da empresa. Fontana Filho diz que os volumes serão pequenos, mas ajudarão a atender plenamente seus clientes. A parceria hoje tem capacidade de abater 120 mil aves por dia, mas conseguiria ampliar para até 180 mil animais.

Industrializados:

Atualmente, os industrializados respondem por 14% das vendas externas, enquanto chegam a 80% no mercado interno. Fontana Filho diz que, com os industrializados, a empresa fica menos vulnerável a crises sanitárias, que hoje afetam as exportações de suínos "in natura" para a Rússia. "A situação foi atenuada com a abertura de Santa Catarina", diz. Ele diz que o problema com a Rússia não é sanitário, mas político, e espera para janeiro a resolução do impasse.


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