Safra 2017/18 no parque citrícola de SP e MG atinge 398,35 milhões de caixas

Produtividade

Safra 2017/18 no parque citrícola de SP e MG atinge 398,35 milhões de caixas

A safra 2017/18 de laranja do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro ficou em 398,35 milhões de caixas de 40,8 kg
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A safra 2017/18 de laranja do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro ficou em 398,35 milhões de caixas de 40,8 kg, segundo o fechamento divulgado pelo Fundo de Defesa da Citricultura - Fundecitrus nesta terça-feira (10). A produção é a quarta maior já registrada nos 30 anos de série histórica, 62% maior do que a obtida em 2016/17 (245,31 milhões de caixas), 25% acima da média dos últimos 10 anos e 9,30% superior à projeção inicial, de maio de 2017. A produtividade é recorde: foram colhidas 1.033 caixas por hectare ante 634 caixas/hectare na safra passada. A produção no Triângulo/Sudoeste Mineiro foi de cerca de 30,51 milhões de caixas.

O aumento da produção decorre principalmente das chuvas abundantes em 2017 e início de 2018 em todas as regiões produtoras (1.373 mm, em média), acarretando no aumento do peso dos frutos, que atingiu 166 gramas. O gerente-geral do Fundecitrus, Juliano Ayres, destaca que a melhora dos tratos culturais nos pomares também potencializou os resultados. “Uma boa safra decorre de dois fatores: clima favorável e cuidados adequados com os pomares. Em 2016 e 2017 o clima foi excepcional, além disso os citricultores investiram mais em fertilizantes e defensivos, o que se refletiu na produção deste ano”, explica.

A intensificação dos tratos culturais resultou na diminuição da taxa de queda dos frutos. “A taxa de queda de frutos ficou 1,19 ponto percentual abaixo da projetada inicialmente para a safra, encerrando-se em 17,31%: mais laranjas foram colhidas em função da maior retenção de frutos nas plantas”, explica o coordenador da Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) do Fundecitrus, Vinícius Trombin.

Uma novidade do trabalho é a identificação dos motivos que levaram à queda. A taxa de 17,31% é composta pelas seguintes causas: 7,45% por queda natural, como atividades mecanizadas ou condições climáticas adversas; 4,06% por greening; 2,70% por bicho furão ou mosca das frutas; 2,16% por pinta preta; 0,62% por leprose; 0,31% por cancro cítrico.

Produtividade

As laranjeiras, que haviam sido menos exigidas em função da baixa produção no ciclo anterior, desfrutaram das condições climáticas ideais para o florescimento, que aconteceu a partir de agosto de 2016, resultando em uma alta carga de frutos por árvore nesta temporada.

Além da maior produtividade por hectare (1.033 caixas/hectare), todas as variedades de laranja registraram aumento de produtividade em relação aos anos anteriores. Foram colhidas 77,48 milhões de caixas de Hamlin, Westin e Rubi; 18,02 milhões de caixas de Valência Americana, Valência Argentina, Seleta e Pineapple; 118,47 milhões de caixas de Peira Rio; 139,62 milhões de caixas de Valência e Valência Folha Murcha; e 44,76 milhões de caixas de Natal.

A produtividade por hectare também cresceu em todos os setores. O Sudoeste produziu 1.155 caixas por hectare (82,35 milhões de caixas), seguido por Norte com 1.108 caixas/hectare (95,14 milhões de caixas), Sul com 989 caixas/hectare (77,57 milhões de caixas), Centro com 984 caixas/hectare (107,51 milhões de caixas) e Noroeste com 882 caixas/hectare (35,78 milhões de caixas).

Confira o relatório completo no link: http://www.fundecitrus.com.br/pdf/pes_relatorios/0418_Reestimativa_da_Safra_de_Laranja.pdf

 

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