Safra de algodão em MS não tem bom preço

Agronegócio

Safra de algodão em MS não tem bom preço

Chega ao fim a colheita da safra de algodão na região de Chapadão do Sul e no norte do Mato Grosso do Sul
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Chega ao fim a colheita da safra de algodão na região de Chapadão do Sul e no norte do Mato Grosso do Sul. Como foi previsto, mesmo com safra recorde o cotonicultor não está sendo satisfatoriamente remunerado na atividade. Neste ano agrícola que se finda, no município de Chapadão do Sul, foram cultivados 14.500 hectares de algodão com uma produtividade média de 270 @/ha.

Segundo o engenheiro agrônomo Pedro Carlos Calgaro, da produção de Chapadão do Sul, 25% conseguiram classificação 31.4, considerada ótima no padrão de exportação. A metade do produzido fica dentro da classificação 41.4, considerada ainda padrão muito bom, e 25% com classificação acima de 51.1, ainda pluma boa para a fiação e tecelagem. A pluma esteve cotada no final de agosto em 0,58 de dólar a libra peso no mercado externo e no mercado interno, livre ao produtor, em R$ 37,00 a arroba de pluma, tipo 41.4.

Dificuldades do produtor:

As dificuldades do produtor foram confirmadas ao final da colheita. Os preços em dólar são considerados satisfatórios, porém, diante da valorização do real perante a moeda americana, não remuneram o produtor o suficiente para acumular lucro e investir na cadeia produtiva. Em Chapadão do Sul um hectare de algodão custou em média R$ 3.600. Somente quem produziu na média ou acima dela conseguiu cobrir este custo.

Nesta safra o novo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul manteve a cota máxima de isenção do ICM para exportação de algodão em 30%, com garantia real através de hipoteca imobiliária ou caução em dinheiro. É o único Estado brasileiro a fazer tal exigência aos exportadores de algodão.

O prazo para destruição de soqueiras do algodoeiro venceu no dia 30 de agosto. Como não chove na região de Chapadão do Sul há mais de 40 dias e a umidade relativa do ar está muito baixa, os produtores que optam por plantio direto não conseguem destruir a brotação do algodoeiro quimicamente. Resta pulverizar somente no final da madrugada para aproveitar a umidade do orvalho, o que é insuficiente para muitos produtores cumprirem o prazo determinado por lei.

Para amenizar o problema de destruição de soqueira, a Ampasul – Associaçao dos Produtores de Algodão do Estado – solicitou e a Iagro autorizou a prorrogação do prazo até 15 de setembro. O que facilitou a vida do produtor, principalmente do exportador, foi a inauguração do laboratório de análise de pluma em Chapadão do Sul, que atende toda a região, inclusive o sudoeste goiano e o sul de Mato Grosso.

No dia 29 de junho deste ano, a Ampasul inaugurou uma nova fase no laboratório de classificação de algodão em Chapadão do Sul. Foi firmada uma parceria da entidade com a multinacional Kuhlmann para classificação do algodão em moderno aparelho HVI.


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