Safra de cana será “açucareira”
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Imagem: Marcel Oliveira

LEVANTAMENTO

Safra de cana será “açucareira”

Com desvalorização do etanol produtores apostam no maior volume de açúcar
Por: -Eliza Maliszewski
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A Companhia Nacional de abastecimento (Conab) divulgou nesta quinta-feira (20) a segunda estimativa da safra 2020/21 de cana-de-açúcar. Devem ser colhidas 642,1 milhões de toneladas, uma leve retração de 0,1% em relação à temporada anterior.

Foram plantados 8,4 milhões de hectares, avanço pequeno de 0,4%. A maior produção disparada  é registrada em São Paulo, com 335,5 milhões de toneladas. Em segundo vem Goiás com 77milhões de toneladas e Minas Gerais com 72 milhões de toneladas. O estado onde a produção mais avançou foi o Rio de Janeiro, com 124%, passando de 845 mil toneladas para 1,8 milhão de toneladas. 

Açucar recorde

O destaque fica pela produção recorde de açúcar. Serão 39,3 milhões de toneladas, um crescimento de 32%. O volume coloca o Brasil na posição de maior produtor do mundo por dois anos seguidos. Houve avanço em todas as regiões no volume de cana destinada ao açúcar. No Sudeste, maior produtor, avanço de 31%; no Centro-Oeste alta de 54%; no Nordeste 28%; no Sul 20% e no Norte 4%. A maior produção está em São Paulo, com 174 milhões de toneladas mas foi o Rio de Janeiro que mais cresceu. A produção avançou 844%, passando de 38 mil toneladas para 360 mil toneladas.

Essa produção deve seguir para exportação. Nos quatro primeiros meses desta safra (entre abril e julho) as vendas brasileiras de açúcar cresceram 69,9%. O impulso vem da oferta mundial limitada por adversidades climáticas em importantes produtores da Ásia e também da taxa de câmbio elevada.

Etanol em queda

O Brasil deve produzir 30,6 bilhões de litros de etanol, redução de 14,3% com relação à safra 2019/20. O combustível à base de milho tem aumentado, atingindo o recorde de 2,7 bilhões de litros nesta temporada, avanço de 61,1% sobre a anterior. A produção do carro-chefe, o etanol de cana-de-açúcar, porém, deve diminuir 18,1%, limitando-se a 27,9 bilhões de litros.

A oferta de etanol anidro de cana-de-açúcar, aquele utilizado na mistura com a gasolina, deve diminuir 17,3%, voltando para a marca de 8,4 bilhões de litros. O anidro de milho, por sua vez, pode alcançar 792,6 milhões de litros, com acréscimo de 95,5% sobre a safra passada. Para o etanol hidratado de cana-de-açúcar, a Conab espera redução de 18,4% no volume produzido, com o total estimado em 19,5 bilhões de litros. Já o de milho sinaliza aumento de 50,1%, com produção de 1,9 bilhão de litros.
 


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