Safra de ervilha desagrada produtores do triângulo mineiro

Agronegócio

Safra de ervilha desagrada produtores do triângulo mineiro

O preço não está compensando o plantio
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Produtores de ervilha do triângulo mineiro estão descontentes com o resultado obtido com a cultura. A planta é uma boa opção para plantio no inverno, mas o preço não está compensando.

No clima do triângulo mineiro a ervilha encontrou o que precisava para se desenvolver bem no período de inverno. Os pivôs centrais irrigam a lavoura de quatro em quatro dias.

"Como em outros países do mundo todo, se planta ervilha em clima temperado. No cerrado nós plantamos no inverno. Como o inverno é muito seco, nós plantamos a ervilha irrigada", explicou o agrônomo Elias Carlos.

O agricultor José Basso planta ervilha há 17 anos, sempre na época do frio, no município de Nova Ponte. Nesta safra a área reservada foi o dobro do ano passado, de 60 hectares. A expectativa é colher até três toneladas por hectare. Mesmo assim a área é bem menor que a plantada há três ou quatro anos.

"Ela é melhor que o trigo. Como aqui tem problema de ás vezes dar uma geada, a ervilha é uma cultura que dá menos problemas", justificou Basso.

Apesar disso, muitos produtores da região estão deixando de cultivar ervilha. A lavoura de seu José Basso é uma das poucas que ainda restam no triângulo mineiro, no alto Paranaíba e até mesmo em Minas Gerais. O auge dessa cultura pela região foi no fim da década de 90, quando ainda existiam indústrias que processavam a produção. Hoje, não é uma tarefa fácil encontrar plantações de ervilha no lugar.

Foram plantados este ano em todo o Estado cerca de 150 hectares e a produção não deve passar de 500 toneladas. No passado, os produtores vendiam para o mercado interno um quilo de ervilha por cerca de dois reais. Agora, conseguem menos de um real. Neste período o custo de produção aumentou quase quatro vezes.

Mesmo com essa situação o seu José Basso ainda tem esperança de que os bons tempos voltem. "Vou continuar insistindo mais uns anos", avisou.

Parte da ervilha consumida no Brasil é importada da Argentina e do Canadá.


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