Soja

Safra de soja sofre pouco impacto em setembro apesar da estiagem

Apesar da chuva ter atrasado o plantio, não há nenhum resquício de negatividade na safra da soja
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O período de estiagem no último mês de setembro, onde choveu apenas 12 mm, influenciaram diretamente no plantio da soja na região sul no estado. Embora as condições atrapalhasse os produtores, pouco mais de um mês após a seca, eles iniciaram a implantação das lavouras.

Contudo, apesar da chuva ter atrasado o plantio, não há nenhum resquício de negatividade na safra da soja.

Os produtores, principalmente os que cultivam em áreas maiores, começam a produzir o plantio na segunda quinzena de setembro. Segundo o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Rodrigo Arroyo Garcia, explica que se não ocorrer outro período de estiagem, o plantio estará dentro do esperado. “Se tudo transcorrer normalmente, e não tivermos nenhuma outra janela prolongada de estiagem em outubro, ou mesmo excesso de chuvas, boa parte das áreas de soja serão implantadas no mês de outubro, o que está dentro do esperado”.

A segurança para os produtores nos períodos de estiagem, é a utilização da irrigação, que tem como característica, as estabilidades da produção e a obtenção dos altos índices de produtividade, evitando déficits hídricos e melhora o planejamento da atividade agrícola.

O pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Danilton Luiz Flumignan, explica que o produtor que possui o sistema de irrigação, ele suprirá a falta de chuvas, fornecendo tranquilidade aos produtores. “Essa é uma ferramenta muito útil, que em anos de estiagem, como esse, trazem muito conforto e segurança para os produtores”.

No período de estiagem, houve apenas três dias chuvosos em todo o estado. O agronegócio foi um dos prejudicados com a secura e o registro agrometeorológicos, as chuvas foram inexpressivas em várias cidades: Campo Grande (45 mm),Ivinhema (35 mm), Ponta Porã (23 mm), Maracaju (22 mm), Itaquirai (22 mm), Bela Vista (21 mm), Sete Quedas(17 mm), Amambai (15 mm), Rio Brilhante (12 mm) e Jardim (11 mm).

Quem confirma também é o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Carlos Ricardo Fietz. “A ausência de chuvas impactou os solos da região que permaneceram em grande parte desetembro com níveis insatisfatórios de umidade, ou seja, com uma disponibilidade hídrica inferior a 50%”.

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