ANÁLISE

Safra de trigo em SC é bastante desuniforme

Com uma estiagem prolongada que chegou a mais de 30 dias
Por: -Leonardo Gottems
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Cerca de 80% da área destinada ao plantio de trigo para a safra 2017/18 em Santa Catarina encontrava-se em fase de floração até o final da última semana de setembro. “As microrregiões mais tardias são Joaçaba e Curitibanos. Com uma estiagem prolongada, que chegou a mais de 30 dias sem chuvas em algumas das principais regiões produtoras de trigo no estado, o que se observa a campo são lavouras bastante desuniformes”, aponta a Consultoria Trigo & Farinhas.

De acordo com o analista da T&F Luiz Fernando Pacheco, o motivo que contribuiu para essa frustrante safra de trigo foi, primeiramente, o período de estiagem na implantação das lavouras. As áreas semeadas em meados de junho enfrentaram período superior a 20 dias sem chuvas, resultando em lavouras de baixo stand, ou seja, poucas plantas por metro quadrado e com baixo porte (em torno de 30 cm).

“Na fase de floração, as lavouras de trigo novamente enfrentaram cerca de 38 dias sem chuvas, o que resultou em espigas pequenas, com grãos miúdos ou espigas sem formação de grãos. Ainda em decorrência da estiagem, houve aumento de pragas e doenças, o que levou a maior número de pulverizações, aumentando consequentemente os custos de produção. Com as precipitações que atingiram todo o estado, ocorridas a partir do dia 28 de setembro, as lavouras voltaram a apresentar bom aspecto visual, contudo não se tem muita esperança de recuperação, pois muitas delas já estão debilitadas, com poucos perfilho e potencial produtivo comprometido”, comenta Pacheco.

Segundo o especialista, os preços continuam em queda: “Na comparação do mesmo período entre os anos de 2016 e 2014, o comportamento de queda nesta época do ano é semelhante. Nesses anos o clima colaborou com as safras e os moinhos estavam bem abastecidos. Diferentemente do ano de 2015, quando as cotações elevadas do milho, aliados à safra problemática de trigo em função de eventos climáticos, puxaram os preços para cima fazendo com o que trigo obtivesse boas cotações nos preços pagos aos produtores”.

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