Safra deverá ser 52% transgênica em MT

Agronegócio

Safra deverá ser 52% transgênica em MT

A Aprosmat acredita que a tendência é que haja uma estabilização na área plantada com soja na safa 2009/10
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Estima-se que a próxima safra de soja em Mato Grosso seja composta com cerca de 52% de sementes de variedades transgênicas, diante de cerca de 48% na safra anterior, 2008/2009. A análise é do presidente da Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat), Pierre Marie Jean Patriat, observando que, nos últimos anos, vem havendo um lento avanço do percentual de transgenia sobre a cultura da soja no estado. Uma das principais justificativas para esse lento avanço é a produtividade da soja transgênica ainda inferior à soja convencional, na maior parte dos casos.

Na região norte de Mato Grosso, a presença de soja transgênica vem sendo bem menor do que em relação à região sul do estado, e deve ser assim na próxima safra também. Pierre Patriat relata que, na maior parte das variedades, as cultivares convencionais vêm apresentando um potencial produtivo maior do que as cultivares transgênicas. Agora, na hora dos custos da produção, o presidente acredita que, praticamente, os dois tipos de variedades se equivalem. Isso porque, segundo ele, as variedades transgênicas geram uma safra com menos custos de herbicidas, mas apresentam um gasto maior quando da sua aquisição, com o pagamento de taxas tecnológicas. O diferencial acaba sendo a produtividade.

No geral, a Aprosmat acredita que a tendência é que haja uma estabilização na área plantada com soja na safa 2009/10. Patriat calcula que serão necessários em torno de 7 milhões de sacas de sementes de 40 quilos para a formação dessa safra vindoura em Mato Grosso. Desse total de sementes necessárias, ele calcula que aproximadamente 75% da quantia foi negociada. “Não vamos ter falta de sementes. Vamos ter um mercado muito ajustado”, disse, repassando que o que pode haver é a falta de algumas cultivares, devido a perdas provocadas por condições climáticas desfavoráveis em algumas regiões.

No entanto, o presidente da Aprosmat atesta que, a cada ano, o potencial produtivo das variedades transgências tem melhorado. Ele acredita que, em um curto espaço de tempo, o potencial produtivo de ambas se equivalerá. Agora um avanço expressivo das sementes de variedades transgênicas sobre a área plantada com soja dependerá, conforme Patriat, muito do avanço das pesquisas e das condições de mercado. Ele diz que o produtor pesará se compensa pagar a mais na aquisição da semente e, na colheita, a produtividade valer à pena.


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