Saiba como será a quarta-feira pelo Brasil
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Imagem: Marcel Oliveira
AGROTEMPO

Saiba como será a quarta-feira pelo Brasil

No decorrer da semana uma frente fria avança para SC e PR
Por: -Aline Merladete

De maneira geral, nesta quarta-feira (27/01), o padrão de circulação em níveis superiores da atmosfera, sofre poucas alterações em relação ao dia anterior. Com isso, a “Alta da Bolívia” e o “Vórtice Ciclônico de Altos Níveis” (VCAN) mantêm o corredor de instabilidades no centro norte do país. Além disso, a grande quantidade de umidade transportada da região norte para a centro sul pelos Jatos de Baixos Níveis - os famosos rios voadores - somam condições para tempestades na região sul do país.

Na região norte, os fatores dominantes no tempo serão o forte calor, a grande quantidade de umidade disponível e o posicionamento da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). Com isso, nos estados do PA, AP, leste de AM e Norte do TO tem condições para acumulados que podem superar os 50 mm, pontualmente. Na região de Madeira, ao sul do AM, e em RO também há condições para acumulados expressivos. Entretanto, no estado de RR as condições para as chuvas serão menores. As temperaturas variam entre 32°C, de máxima na capital Boa Vista e 22°C de mínima em Manaus. 

Na região nordeste, a posição do VCAN influencia de forma mais significativa na manutenção da massa de ar seco sobre o oeste da BA, sul do PI, ao Sertão paraibano. Apesar disso, a borda norte do VCAN contribui nas instabilidades no estado do MA, norte do PI e eventualmente nas regiões próximas à Ipu no oeste do CE. Nesta última região, pode ocorrer uma pancada de chuva isolada e mal distribuída. Os maiores acumulados ficarão no estado do MA, onde podem se aproximar dos 30 mm pontualmente. 

No centro oeste, apesar do conjunto de instabilidades, as chuvas serão mal distribuídas e na forma de pancadas, na ordem de 20 a 30 mm. Essa condição se estende para todos os estados da região, e essas pancadas podem ser localmente fortes como no norte e oeste do MT, sul e oeste do MS e sul de GO. Porém, o tempo terá um regime típico de verão, chove em uma localidade e não chove na outra. No entanto, no sul do MS, essas chuvas podem ocasionar algum transtorno, pois há condições para vendavais com rajadas na ordem dos 70 km/h.

Na região sudeste, as chuvas ficam mais restritas ao oeste e sul de SP e no triângulo mineiro, seguindo também num regime típico de verão. Essas chuvas estarão presentes principalmente entre a tarde e fim do dia. Entre o sul de minas, RJ, ES até o norte mineiro uma massa de ar seco vai predominar o tempo na região, impedindo a formação das nuvens carregadas. A temperatura máxima é de 33°C na capital carioca e mínima de 20°C em Belo Horizonte.

Na região sul, a intensificação do cavado (uma região alongada de baixa pressão) dará origem a uma onda frontal entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul, com um ciclone extratropical sobre o oceano. Além disso, a grande quantidade de umidade trazida para a região pelos jatos de baixos níveis, fortalece um corredor de instabilidades entre o Uruguai e o RS, onde é previsto chuva intensa, com possibilidade de eventos severos, e acumulados expressivos no noroeste e oeste do RS. Os acumulados ao sul e oeste do RS podem ultrapassar os 100 mm com rajadas de ventos próximas aos 90km/h decorrente de uma eventual linha de instabilidade. As instabilidades mais significativas ficam no RS, porém em SC e PR, o calor e a umidade disponível também dão condições para temporais isolados, principalmente no oeste desses dois estados. Na faixa leste, as chuvas diminuem, contudo, as temperaturas subirão provocando a sensação de abafamento. E isso é uma consequência da aproximação da frente fria resultante das instabilidades no RS. 

No decorrer da semana a frente fria avança para SC e PR, provocando o retorno das chuvas volumosas. Ao passo que, o tempo fica mais estável e com chuvas menos regulares em grande parte de MG, ES, RJ e faixas leste e norte de SP, devido ao avanço e persistência da massa de ar seco.

*Material exclusivo e elaborado pela equipe Agrotempo.


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