Santa Catarina pode perder mercado russo


Agronegócio

Santa Catarina pode perder mercado russo

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Criadores de suínos de SC afirmam que a demora na negociação abre espaço para RS e PR.

A demora na negociação entre Brasil e Rússia para retomada das exportações catarinenses de suínos pode representar a perda deste mercado.

No ano passado, o Brasil exportou 475 mil toneladas, das quais 380 mil toneladas apenas para o mercado russo. Santa Catarina contribuiu com cerca de 330 mil toneladas deste total.

Agora, Santa Catarina está praticamente parada, enquanto outros estados seguem mandando carne para fora do país. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados, José Zeferino Pedrozo, em dezembro foram exportadas 40 mil toneladas de carne suína e, em janeiro, entre 35 e 39 mil toneladas. Outros estados como o Rio Grande do Sul e o Paraná estão aproveitando este espaço.

Com isso, os estados vizinhos já estão remunerando melhor os suinocultores. Pedrozo disse que a demora em negociar com os russos está prolongando a crise do setor. “Nós tínhamos quase 80% das exportações, agora não temos mais”, lamentou o presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), Paulo Tramontini.

Ele também avaliou que a suinocultura de SC está perdendo espaço nas exportações por causa do embargo russo. O prejuízo chega a US$ 30 milhões mensais. Tramontini disse que não vê muito empenho do governo federal em resolver a questão e avaliou que o governo estadual deveria pressionar mais.

O vice-presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Clair Dariva, disse que a situação está muito morosa e defende uma missão urgente para a Rússia, mesmo sem agenda definida. “Se a diplomacia não resolve é preciso dar um peitaço”, disse. Ele destacou que enquanto os suinocultores gaúchos ganham R$ 1,80 por quilo, em Santa Catarina o valor é inferior a R$ 1,60, com a tipificação.

O secretário de Agricultura do Estado, Moacir Sopelsa, disse que os russos receberam e aceitaram o relatório sobre o Programa de Erradicação da Aujeszky, mas estão magoados com a omissão da doença nos relatórios de exportação. Sopelsa disse que os russos exigem uma retratação do Ministério da Agricultura e informações mais completas sobre os programas de controle de doenças sanitárias.


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