Santa Margarida faz levantamento sobre cobertura de palha para plantio da soja
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Agronegócio

Santa Margarida faz levantamento sobre cobertura de palha para plantio da soja

A extensão pesquisada representa 10% da área total cultivada no município, que é de 22 mil hectares
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O escritório da Emater/RS-Ascar de Santa Margarida do Sul está divulgando um levantamento feito sobre a quantidade de cobertura de palha dos cereais de inverno colhidos (azevém, cevada, canola e trigo). O trabalho foi realizado durante o mês de novembro em dez propriedades do município, na região de concentração dos plantios de soja. A extensão pesquisada representa 10% da área total cultivada no município, que é de 22 mil hectares.


De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Asca responsável pelo trabalho, Fernando Oliveira Filho, a cobertura do solo com boa palhada ganha importância maior em anos de incidência do fenômeno La Niña, quando os municípios são afetados pela estiagem. “O município e região apresentam déficit hídrico histórico com solos de pouca retenção de água. Isso faz com que, em anos de La Nina, os prejuízos sejam de grandes proporções”, explica.

No entanto, se a área for coberta de forma correta, a possibilidade de êxito do produtor é maior. “Um solo descoberto pode chegar a temperaturas superiores a 50ºC. Solos com, por exemplo, cinco toneladas de palha por hectare, têm uma redução significativa da temperatura. A cobertura também reduz a perda de umidade do solo em anos de estiagem e reduz a quantidade de herbicidas dessecantes”, destacou Oliveira.


Os resultados indicaram que as áreas de arrendatários têm, em média, duas toneladas por hectare de palha de azevém que sobram para o plantio da soja, após o pastoreio intensivo com gado até o início de novembro. Esta quantidade, segundo Oliveira, não é suficiente para amenizar a estiagem e colher boas safras.

Por outro lado, os proprietários têm de quatro a cinco toneladas por hectare de palha provenientes do cultivo do trigo, cevada e azevém não pastoreado. “O que já é muito bom, pois os riscos serão bem menores. Já a canola usada na rotação de inverno apresentou três toneladas por hectare, resultando também em risco alto”, ponderou.


Uma das constatações do levantamento foi a existência de problemas relativos à má distribuição da palha durante a colheita.

Segundo Oliveira, o Sistema Plantio Direto é a indicação para amenizar os problemas do solo. “Este Sistema está fazendo a diferença entre os seletos agricultores que colhem sempre bem e os que usam o Plantio Direto com semeadoras de última geração, mas que não fazem rotação de culturas e cobertura de palha na lavoura para as culturas de verão (soja e milho)”, alertou.

Assim, a execução do Plantio Direto com rotação de culturas e com a utilização de todas as práticas de manejo do solo indicadas podem proporcionar uma boa safra para o produtor.

Para obter mais informações sobre o trabalho realizado é possível entrar em contato com o escritório municipal da Emater/RS-Ascar de Santa Margarida do Sul, através do e-mail emsmarga@emater.tche.br

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