SC tem mais de 3.400 vagas nas indústrias de processamento da carne

Agronegócio

SC tem mais de 3.400 vagas nas indústrias de processamento da carne

Há desequilíbrio entre a oferta de mão de obra qualificada e a demanda das indústrias
Por: -Joana
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As indústrias de processamento de carnes de Santa Catarina – reconhecidas mundialmente como setor de excelência – estão vivendo uma situação de acentuada escassez de recursos humanos. A Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), que reúne as empresas de abate e industrialização de aves, avalia que existam 3.400 vagas em aberto nos frigoríficos do Estado e mais de 15.000 no Brasil.


O presidente da ACAV, Clever Pirola Ávila, enfatiza que há um forte desequilíbrio entre a oferta de mão de obra qualificada e a demanda das indústrias. O dirigente expõe que o crescimento da economia Brasileira num ritmo de 5% ao ano está provocando o uso integral de recursos humanos disponíveis, principalmente no interior do País, onde estão localizadas as grandes unidades produtivas, não somente no setor de frigoríficos, mas em diversos setores da produção nacional.

Ávila assinala que, em face dessa insuficiência de força de trabalho, as indústrias frigoríficas estão investindo ou planejando investimentos na automatização e automação, incluída a robotização. “Na verdade, nos últimos dois anos estão sendo ampliados os investimentos neste campo, para amenizar os efeitos da falta de trabalhadores”, acrescenta.


De acordo com a ACAV, a dificuldade de preenchimento de vagas nas indústrias de transformação da carne, em sua maioria, é de mão de obra masculina pelas características da atividade laboral operacional e de chão de fábrica. As vagas nas quais podem ser empregadas mulheres são preenchidas com mais facilidade.
O presidente Clever Ávila observa que existem fatores correlatos que influenciam na carência de recursos humanos nos frigoríficos: o mercado da construção civil está aquecido e disputa o mesmo nicho de mão de obra; a natural concorrência dentro do próprio segmento, face ao crescimento da área de alimentos e a preferência pelo trabalho informal das pessoas que recebem bolsas dos programas do Governo.


Alguns setores da economia brasileira querem a importação de trabalhadores de outros países, mas a ACAV não defende essa ideia: “Entendemos que esta prática poderá trazer outros fatores indesejáveis e por isso defendemos a automatização e a automação”.

As indústrias frigoríficas de Santa Catarina que atuam nos segmentos de aves, suínos e bovinos representam cerca de 500 empresas que mantêm diretamente 50.000 postos de trabalho, de acordo com a Secretaria da Agricultura e Desenvolvimento Rural do Estado. No conjunto, essas três cadeias produtivas – incluídas as vagas no campo, na indústria e nos serviços – sustentam 250 mil empregos.



As informações são da MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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