Seapa comemora aumento de 290% na exportação de manga em MG

Agronegócio

Seapa comemora aumento de 290% na exportação de manga em MG

O valor obtido com as exportações de manga no acumulado de janeiro a julho de 2009 também teve aumento
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A manga foi a principal fruta exportada por Minas Gerais, no acumulado dos sete primeiros meses do ano. Julho teve destaque com aumento de 290% no volume comercializado, que alcançou 204,2 toneladas, na comparação com o embarque de 52,3 toneladas, no mesmo mês de 2008. Já a receita aumentou 214%, em julho, alcançando US$ 295 mil, na comparação com a cifra de US$ 94 mil registrada no sétimo mês do ano passado.

Os números foram analisados pela Superintendência de Política e Economia Agrícola da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), com base em dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). De acordo com Márcia Aparecida de Paiva Silva, assessora técnica da superintendência, a receita obtida pelo Estado com as exportações de manga, entre janeiro e julho deste ano, também obteve valor expressivo. “Foram alcançados US$ 697 mil, ou 44% mais que no mesmo período do ano passado, quando a cifra foi de US$ 483 mil.

De acordo com Márcia Silva, o valor obtido com as exportações de manga no acumulado de janeiro a julho de 2009 também teve aumento na comparação com o movimento, no mesmo período, do conjunto de frutas e derivados de Minas no mercado externo. “A manga respondeu por 41% de uma receita de quase US$ 1,7 milhão”, informa a assessora.

Portugal lidera compras

Os principais destinos das exportações mineiras de manga, nos primeiros sete meses de 2009, foram Portugal, Alemanha e Espanha. Segundo Márcia Silva, esses mercados responderam por 99% das aquisições. “No período, as importações da fruta pelos três países foram de US$ 582 mil, US$ 79 mil e US$ 29 mil, respectivamente”, ela acrescenta.

Minas Gerais ocupa a sexta posição entre os principais Estados exportadores de manga do Brasil, que são liderados pela Bahia. A assessora da Seapa observa que “o mercado internacional é uma alternativa diante da oscilação dos preços e principalmente para a queda das cotações que se inicia no período da safra”.

As exportações mineiras de manga foram favorecidas pelo embarque direto de frutas do Norte do Estado no Aeroporto de Confins, a partir de junho deste ano, informa a assessora. “Antes, o escoamento das frutas era realizado por meio dos aeroportos de São Paulo, o que provocava gastos excessivos com frete rodoviário, por causa do extenso percurso da origem, no Norte de Minas, até os terminais. O menor tempo de transporte da fruta evita danos à sua qualidade, reduz os gastos dos produtores locais e torna possível disponibilizar a fruta fresca no mercado consumidor”, assinala Márcia Silva.

Polo de fruticultura

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2008, entre os dez principais municípios mineiros produtores da fruta, cinco se encontravam na região Norte de Minas Gerais. Eram eles, Jaíba, Janaúba, Nova Porteirinha, Matias Cardoso e Montes Claros, que responderam por quase 24% da produção mineira (95,2 mil toneladas), correspondente a 22,8 mil toneladas. A produção da fruta no Estado alcançou, em 2008, um aumento de 24,37%, pois no ano anterior equivalia a 76,5 mil toneladas.

Para Márcia Silva, “a conquista do mercado internacional aliada à melhoria das condições de escoamento da manga mineira, especialmente do Norte de Minas, ajudam a impulsionar a produção da fruta no Estado”. Ela aponta ainda como aspectos favoráveis a adesão dos produtores às novas tecnologias, além da irrigação e tratos culturais. Acrescenta que a melhoria das condições de comercialização também tem contribuído para fortalecer a fruticultura da região.

Além da produção de manga de alta qualidade, a região se destaca com o cultivo de outras frutas, informa a Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte). As principais são: banana (12,6 mil hectares), limão (1,3 mil hectares), mamão (420 hectares), e uva (400 hectares). Segundo a Associação, as frutas produzidas na região são saborosas e têm excelente aparência porque o clima é favorável, a irrigação é controlada e os produtores utilizam a tecnologia adequada.


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