Seca dá prejuízo de R$ 100 milhões no oeste de Santa Catarina

Agronegócio

Seca dá prejuízo de R$ 100 milhões no oeste de Santa Catarina

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Os prejuízos acumulados com a estiagem já somam R$ 100 milhões. Isso num levantamento efetuado em apenas 28 municípios que compõem a regional da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri) sediada em Chapecó.

O engenheiro agrônomo Flávio Pradella avaliou que um volume significativo de dinheiro vai deixar de circular na região Oeste. Essa situação causará menor movimento no comércio, descapitalização dos produtores e êxodo rural. Pradella disse que muitos agricultores terão dificuldades de pagar finaciamentos e manter as despesas da propriedade. Se não chover nos próximos dias, a situação da falta de água vai se agravar, pois os pequenos rios estão secando.

O gerente regional da Epagri, Valdir Crestani, informou que o levantamento das perdas foi realizado de segunda-feira até ontem. Os técnicos perceberam o desânimo dos produtores. Crestani disse que além de menor movimento econômico nos municípios as prefeituras estão gastando até R$ 4 mil por dia para distribuir água.

O engenheiro agrônomo do Instituto de Planejamento e Economia Agrícola de Santa Catarina (Icepa), Simão Brugnago Neto, disse que ainda não existe um número estadual de perdas.

Defesa Civil vistoria os municípios

A Defesa Civil também está com oito pessoas divididas em três equipes vistoriando os municípios. Já são 91 municípios em situação de emergência e 19 com racionamento ou dificuldade de abastecimento em zona urbana.

O diretor estadual da Defesa Civil, major José Mauro da Costa, disse que o levantamento e a consolidação dos dados serão encaminhados a Brasília pelo governador Luiz Henrique da Silveira, em audiência marcada para o dia 4 de março com o governador Ciro Gomes. Luiz Henrique também anunciou que vai lançar um programa de construção de cisternas no Estado.

Ontem, representantes da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Santa Catarina (Fetaesc) entregaram ao governador, em Barra Bonita, uma pauta de reivindicações. Entre elas está o apoio na liberação do Proagro (seguro do governo federal), criação de um bônus de R$ 2 mil para famílias atingidas pela estiagem através do Fundo de Desenvolvimento Rural e auxílio no abastecimento de água.


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