Seca em São Paulo reduz safra de laranja e faz a indústria esmagar menos
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Agronegócio

Seca em São Paulo reduz safra de laranja e faz a indústria esmagar menos

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A indústria brasileira de suco de laranja vai processar entre 900 mil e 950 mil toneladas na safra 2003/04, volume 29% menor que o total processado na safra passada, de 1,2 milhão de toneladas. A queda, entretanto, não deve ser refletida no mercado internacional e as exportações brasileiras devem se manter nos mesmos patamares registrados ano passado, ou seja, algo em torno de 1,1 milhão de toneladas e US$ 1 bilhão.

"Estamos com estoques internos em bons volumes, o que deve sustentar as vendas deste ano", avalia Ademerval Garcia, presidente da Associação Brasileira dos Exportadores Cítricos (Abecitrus). Os estoques de suco de laranja relativos à safra 2002/03, encerrada na última segunda-feira, 30 de junho, estão estimados em 150 mil toneladas. Já as exportações, do mesmo período, devem se situar em 1,12 milhão de toneladas.

De acordo com a Abecitrus, a safra 2002/03 somou 361 milhões de caixas de 40,8 quilos de laranja. As previsões para a safra 2003/04 apontam uma redução de 22,4%, para 280 milhões de caixas. "A queda se deve ao registro de clima seco, principalmente no segundo semestre do ano passado, período crítico do desenvolvimento dos pomares", diz Garcia.

Ele acrescenta que a seca não deve alterar a qualidade das frutas. "Será uma safra mais trabalhosa, já que os pomares produziram diversas floradas, mas a qualidade das frutas será a mesma", diz.

As estimativas do Instituto de Economia Agrícola (IEA) apontam para uma produção de 335,6 milhões de caixas na temporada 2003/04. Se confirmada, a safra será 7,2% menor que o volume produzido no ano passado, de 361,7 milhões de caixas. Ainda segundo o IEA, a colheita está atrasada no estado, que responde por mais de 80% da produção nacional. O atraso se deve à estiagem do segundo semestre de 2002.

Já no mercado externo, as vendas serão destinadas aos mercados tradicionalmente abastecidos pelo Brasil. Segundo Garcia, a demanda por parte da China continuará crescendo, enquanto a demanda da Europa e dos Estados Unidos, que cresceu no último ano, deverá ser um pouco menor este ano.

Preços internacionais

Na bolsa de Nova York, os preços futuros do suco de laranja congelado e concentrado, com entrega programada para setembro, foram negociados ontem a 84,25 centavos de dólar por libra peso, em queda de 1,2% no dia. "A tendência, entretanto, é de alta discreta das cotações", diz Garcia.

A redução da oferta de suco, sustentada pela queda das safras de laranja da Flórida (EUA) e de São Paulo deve dar sustentação aos preços internacionais, "ainda que a demanda mundial também esteja menor este ano em virtude das crises econômicas que afetam a Europa e os EUA", afirma.


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