Seca no centro das discussões

Agronegócio

Seca no centro das discussões

Líder global de germoplasma de milho, David Butruille, comenta avanços da Monsanto na pesquisa de tolerância à seca
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Pesquisadores de todo o mundo discutem soluções para adaptação de sementes ao estresse hídrico

A seca é um dos principais fatores de redução de produtividade nas lavouras. Por outro lado, a agricultura consome cerca de 80% de toda a água potável do mundo. O desenvolvimento de sementes tolerantes ao estresse hídrico é questão fundamental no contexto atual, tanto por conta dos efeitos da mudança climática quanto para reduzir o uso de recursos naturais.

O Fundo Embrapa-Monsanto promoveu, em parceria com a Embrapa Arroz e Feijão, o simpósio “Tolerância à Deficiência Hídrica em Plantas: Adaptando as Culturas ao Clima do Futuro” para trocar experiências e discutir as principais linhas de pesquisa usadas para o desenvolvimento de plantas e apresentar os resultados obtidos até o momento. Em três dias foram realizadas, em Goiânia (GO), dez conferências e quatro painéis com a presença de especialistas nessa área de pesquisa.

“A agricultura precisa estar inserida em um contexto de sustentabilidade e ser capaz de atender às necessidades de uma população mundial crescente. E o agronegócio só tem lugar de destaque no cenário global graças à ciência”, afirmou Pedro Luis Oliveira de Almeida Machado, chefe-geral da Embrapa Arroz e Feijão.

Para Eugenio Ulian, gerente de Relações Científicas da Monsanto e gestor do Fundo Embrapa-Monsanto, o assunto interessa a toda a sociedade. “Essa não é uma questão socioambiental, não é interessante apenas para os cientistas e os produtores rurais. Mais produtividade no campo significa grãos e fibras por um preço mais baixo, ou seja, mais alimento. E temos de encontrar soluções adequadas para a realidade nacional”, ressalta.

O simpósio é o terceiro evento do tipo apoiado pelo Fundo de Pesquisa Embrapa-Monsanto, que repassou, de 2006 a 2009, aproximadamente R$ 20 milhões para projetos em biotecnologia de diversas unidades da Embrapa. Os valores são oriundos do compartilhamento dos direitos de propriedade intelectual, a título de royalties, sobre a comercialização de variedades de soja da Embrapa com a tecnologia Roundup Ready®.

Foco em pesquisa

Como envolve diversos fatores e particularidades, tolerância à seca é uma das características mais difíceis para o desenvolvimento de variedades. “Sem dúvida, esse desafio é muito maior do que os que já enfrentamos nos últimos 40 anos. Precisamos usar várias disciplinas para resolver o problema e devemos ser parceiros”, analisou Kepler Euclides Filhos, diretor executivo da Embrapa.

O estresse hídrico ocorre quando a quantidade de umidade no solo não satisfaz as necessidades da lavoura e pode ser causado tanto pelo fato da planta estar em uma região com pouca precipitação, como é o caso da África e do Nordeste brasileiro, ou plantada em uma área que passa por um período de estiagem, como ocorre em alguns estados norte-americanos.

Os avanços da Monsanto na pesquisa de tolerância à seca foram apresentadas por David Butruille, líder global de germoplasma de milho, na conferência “Avaliação e seleção de milho tolerante à seca na Monsanto”. Na discussão, temas como o processo de melhoramento genético convencional, o impacto da seca na cultura e, mais especificamente, o melhoramento para resistência ao estresse hídrico. “A falta de água é a principal causa de queda de produtividade na cultura, e a Monsanto já vem selecionando germoplasma de elite com maior diversidade genética para tolerância à seca. Já temos, inclusive, bons materiais disponíveis no mercado em várias regiões do mundo”, afirmou.

No Brasil, os melhoristas da Monsanto trabalham constantemente para trazer ao mercado híbridos de milho que tenham melhor desempenho em uma situação de estresse hídrico. O melhoramento genético convencional é responsável por assegurar os bons índices de produtividade alcançados pelas lavouras do país na Safrinha, período naturalmente marcado por uma fase de estiagem.
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