Seca nos EUA pode influenciar na recuperação dos preços do milho
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Agronegócio

Seca nos EUA pode influenciar na recuperação dos preços do milho

Com um volume maior voltado à exportação, tendência é de leve alta
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Com um volume maior voltado à exportação, tendência é de leve alta, estimulando produtores a voltarem a comercializar

?As lavouras de milho dos Estados Unidos estão sendo afetadas por uma onda de calor, resultando em seca e muita perda de umidade do solo. O último relatório do Departamento de Agricultura norte-americano (USDA) divulgou uma perda no vigor das plantas das áreas de milho e reduziu os 52% de lavouras que estavam em bom estado para 45%. Esta diferença de sete pontos percentuais migrou para a classificação de áreas razoáveis a ruins.


Essa situação climática já começa a interferir na produção do cereal e consequentemente na cotação em Chicago. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), nas duas últimas semanas de junho, guiada pela seca, a cotação do cereal aumentou 11,7% e atingiu na última sexta-feira (29) US$ 6,71 por bushel, valor que não era alcançado desde março deste ano.

Já os preços do mercado interno não se elevaram, pois por enquanto estão regidos pelo interesse de compra do mercado regional. “Essa alta no mercado vem a calhar neste momento em que os produtores de Mato Grosso estão com a colheita em pleno andamento, pois a tendência é ter um volume maior de milho destinado a exportação, o que poderá influenciar no preço do cereal em curto prazo, voltando a motivar a comercialização”, destacou o analista de grãos do Imea, Cleber Noronha.


O último levantamento do Imea indica que a colheita do milho segunda safra alcançou 14,4% da área total deste ano, que é de 2,5 milhões de hectares. A projeção é que Mato Grosso tenha uma segunda safra de milho de aproximadamente 13 milhões de toneladas, um recorde histórico para a ‘safrinha’.

A região Oeste, que no último relatório era a mais adiantada com os trabalhos no campo, foi superada pela região Médio-Norte, que já tem 16,2% da área colhida, num total de 1,2 milhão de hectares plantados com o cereal.

Os preços no mercado interno continuam pouco atraentes para os produtores. Dados do Imea indicam que das 13 milhões de toneladas previstas para Mato Grosso, 56% já foi comercializada. O volume que ainda resta é quase que a safra inteira que o estado produziu no ano passado, que foi de cerca de sete milhões de toneladas.

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