Seca pode prejudicar safra de trigo da Argentina
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Agronegócio

Seca pode prejudicar safra de trigo da Argentina

Algumas regiões como Córdoba e Santa Fé, grandes produtoras da commodity no país, sofrem com seca há cinco meses
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A safra argentina de trigo poderá ter quebra de produção devido às adversidades climáticas - além da redução na área plantada naquele país. Algumas regiões como Córdoba e Santa Fé, grandes produtoras da commodity no país, sofrem com seca há cinco meses. Este fator associado à austeridade do governo nas exportações, com limites rígidos para liberação de cotas e aumento das tarifas de embarque - que desestimularam o plantio -, pode resultar em uma nova diminuição na expectativa de safra.

"Agosto vai terminar seco e a primeira quinzena de setembro possivelmente tenha uma extensão deste panorama ruim para Córdoba e para o centro de Santa Fé", explicou Germán Heinzenknecht, analista meteorológico da Consultoria de Climatologia Aplicada. O governo argentino já havia reduzido a previsão de área plantada de 5,6 milhões de hectares para 4,5 milhões de hectares.

Com uma produtividade parecida à safra anterior, a produção deverá cair de 15,6 milhões de toneladas para 13,2 milhões de toneladas, de acordo com a Safras & Mercado. O país vizinho está entre os cinco principais exportadores mundiais do cereal e é um importante fornecedor do Brasil.

Com esse cenário, o saldo exportável de trigo no Mercosul pode ficar entre 6,5 milhões e 7 milhões de toneladas, ante os 9 milhões de toneladas do ano anterior, avalia Élcio Bento, analista da Safras & Mercado. "O aumento dos custos e as incertezas políticas já tinham motivado a correção para baixo na área. A situação será equilibrada pelo aumento da safra no Brasil, mas o cenário apertado manterá os preços altos", acredita. A expectativa é de que a safra brasileira fique acima dos 5 milhões de toneladas, aumento superior a 30% na comparação com a safra passada.

Além do trigo, a pecuária argentina também poderá ser afetada pela estiagem. "São necessárias chuvas de grande magnitude para amenizar a situação", acrescentou Heinzenknecht. A Argentina é um dos maiores fornecedores mundiais de carne bovina.


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