Secretaria da Saúde do RS suspende venda de leite sob suspeita
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Agronegócio

Secretaria da Saúde do RS suspende venda de leite sob suspeita

Da marca Líder, envolvida em investigações
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A Secretaria Estadual da Saúde determinou na terça-feira (18) a suspensão da venda de dois lotes do Leite UHT Integral, da marca Líder. A orientação é que quem já adquiriu o produto também suspenda o consumo imediatamente.

A medida foi tomada após o Ministério da Agricultura informar irregularidades em unidades dos lotes “Lob 04 D 06:00”, fabricado em 13/02/2014, e “Lob 18 C 04:01”, fabricado em 14/02/2014. Ambos os lotes foram produzidos no Estado do Rio Grande do Sul e distribuídos no Paraná.


A interdição cautelar dos lotes determina que o comerciante recolha o produto irregular que porventura ainda esteja à venda. Já as pessoas que têm o leite em casa devem evitar o consumo e buscar os seus direitos de consumidor junto ao local onde comprou o produto.

A denúncia partiu do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS), que desde o ano passado investiga casos de fraude na cadeia produtiva do leite produzido no Estado. Segundo o órgão, 199 mil litros de leite adulterado foram enviados à unidade da LBR Alimentos em Lobato, no Norte do Paraná.


A adulteração do leite ocorre por meio do uso de ureia, que contém formol e pode causar sérios danos à saúde do consumidor. A ureia é utilizada para mascarar a adição de água ao leite, o que aumenta o volume do produto. Se o leite adulterado for consumido em grandes quantidades ou por um longo período de tempo, a intoxicação por formol pode até causar câncer.

Desde 2013, o Governo do Estado reforçou o sistema de monitoramento da qualidade do leite produzido e comercializado no Paraná. Além da fiscalização na etapa de produção, o Estado ampliou o trabalho realizado na etapa final, quando o produto já está disponível à venda em supermercados.


“Após a confirmação da venda de leite fraudado no Paraná, em maio do ano passado, incluímos a análise de adulterantes no processo de fiscalização. Isso permite que verifiquemos se houve mudanças na qualidade do leite durante a etapa de transporte entre o laticínio e o comércio”, explica a coordenadora da divisão de Vigilância Sanitária de Alimentos, Karina Ruaro.

Karina afirma que, desde maio de 2013, 65 amostras de leite UHT já foram analisadas pelo Laboratório Central do Estado. Dois lotes de leite da marca Batavo apresentaram formol em suas amostras e por isso foram retirados de mercado.

Além disso, outras 271 amostras de leite pasteurizado, do programa Leite das Crianças, também foram avaliadas. Nenhuma apresentou irregularidade.

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